Derrota da WTORRE é uma vitória do torcedor palmeirense

Demorou, mas saiu o resultado. A construtora que jura que está administrando o estádio palmeirense dançou mesmo e se saiu derrotada na arbitragem conduzida naCâmara FGV de Mediação e Arbitragem.

Eles contavam com uma interpretação marota do contrato de parceria que dava à WTORRE o direito de vender todas as 44 mil cadeiras do Allianz Parque. Com a decisão da arbitragem, a construtora fica com 10 mil cadeiras. Que era o combinado mesmo.

Se desse certo o plano da construtora, o Palmeiras seria muito prejudicado. Para continuar cobrando os mesmos valores dos sócios-torcedores do AVANTI, o Palmeiras teria que pagar parte da quantia arrecadada para a construtora ou teria que reajustar os valores dos planos. Seria um desastre completo.

Além de perder essa fonte de receita milionária, a WTORRE ainda terá que retomar as obras no Allianz Parque. Embora seja uma das arenas mais modernos da América Latina, a Câmara FGV de mediação e arbitragem determinou que ainda não atende os padrões FIFA. E não era para atender mesmo, pois a construtora deixou muita coisa por fazer.

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Será que agora sai o museu? A sala de troféus? O restaurante? É tanta promessa não cumprida que isso até me lembra políticos, eleições, etc…

Num futuro próximo, o ideal seria que o Palmeiras comprasse a parte da “parceira” e assumisse a dívida deles no Banco do Brasil. A administração do Allianz Parque poderia ficar a cargo de uma empresa especializada e o tudo funcionaria bem melhor. Por que não?

A “parceria” entre o Palmeiras e a empresa de Walter Torre é válida por 30 anos. Outros pontos ainda serão discutidos entre as duas partes em outras arbitragens mas, do ponto de vista financeiro, acomercialização das cadeiras era a coisa mais importante.

Bem, pelo menos agora os advogados da WTORRE terão mais tempo para cuidar dos outros tantos problemas que a construtora tem por aí.

Abraço a todos!