Wendel, um palmeirense que não desiste nunca

A estréia de Wendel no Palmeiras não poderia ter sido em roubada maior. Primeira partida das oitavas de final da Libertadores 2006, contra o São Paulo, em pleno Palestra Itália. Com muita garra, tirou de letra o desafio. Oriundo do Palmeiras B, apresentou logo de cara as suas armas: dedicação, determinação e capacidade de jogar para o time o tempo todo.

Desde então, o volante, que também se sai bem na lateral direita, desafia preferências de torcedores e treinadores e praticamente se impõe como integrante indispensável do grupo de jogadores da Sociedade Esportiva Palmeiras. Titular nos tempos de Caio Junior, enfrenta uma inexplicável rejeição por parte de Vanderlei Luxemburgo. Isso, mesmo tendo sido figura importante na conquista do Campeonato Paulista de 2008, especialmente na segunda partida das semifinais, contra o São Paulo, quando deixou Valdívia na cara do gol para que o Mago detonasse de vez nosso maior inimigo no mundo do futebol.

A rejeição se mostrou tão grande que o jogador teve de passar o segundo semestre do ano passado no Santos, onde se firmou rapidamente como titular e ajudou a equipe praieira a fugir de um rebaixamento que parecia certo, quando ele chegou por lá. De volta ao Palestra, o bom baiano prossegue recebendo menos chances do que mereceria. No entanto, ao contrário de outros atletas, não fica se queixando na imprensa, ou fazendo corpo mole, ou cara feia.

Ele treina, treina e treina, sempre pronto para aproveitar as oportunidades. Na semana passada, ele novamente encarou um jogo decisivo da Libertadores, e tirou o desafio de letra. Fez o que dele se espera, e bem. Ao sair, viu o time cair de rendimento, mas certamente torceu pela vitória, como todos nós, e a comemorou, merecidamente, no final.

Entendam de uma vez por todas: times campeões precisam dos craques como Keirrison, Valdívia e Marcos, mas também dos operários da bola. Dos bons operários da bola, ressalte-se. E Wendel, meus caros, é certamente um deles. Operário padrão alviverde, como Pierre, esse jovem Souza, Ortigoza….. Gente que não desiste nunca!