Verdão vence Santo André em boa estreia no Paulistão

Perante mais de 30 mil torcedores, mais uma prova (como se elas fossem necessárias) da força e da fidelidade da torcida alviverde, o Palmeiras estreou no Paulistão 2018 com vitória na noite desta quinta-feira (18) na Allianz Parque. O Santo André foi um adversário muito esforçado, mas não conseguiu escapar de uma derrota pelo placar de 3 a 1.

Com as estreias de Lucas Lima e Marcos Rocha e o retorno ao Verdão de sua cria, o lateral-esquerdo Victor Luis, o time treinado por Roger Machado foi aos poucos impondo sua melhor condição técnica perante o adversário do Grande ABC. Aos 27 minutos, enfim essa superioridade se concretizou. E muito bem.

Tudo começou com um lançamento antológico de Felipe Melo. Borja recebeu no lado esquerdo do ataque alviverde e tocou para Dudu, que de calcanhar mandou a bola na trave. William aproveitou o rebote com precisão e fez o primeiro gol oficial alviverde na temporada, ele que foi nosso artilheiro em 2017.

O Santo André tentou reagir, e incomodou com chutes aos 30 e 36 minutos, exigindo boas defesas de Jailson. Aos 37 minutos, no entanto, o Alviverde Imponente ampliou o placar, e com gol de estreante: Lucas Lima, que aproveitou com um belo chute o rebote de um arremate de Borja.

Com duas alterações em sua escalação, o Santo André voltou mais ousado para a etapa final, e a partida ficou mais aberta. Logo a 2 minutos, Sueliton cabeceou e Jailson desviou para escanteio. Aos 10 minutos, João Lucas levou perigo à meta alviverde, que quase marca o terceiro com Willian, que cabeceou para fora após bela jogada do setor ofensivo do Verdão.

Só que no futebol, já viu: quem bobeia, toma o gol mesmo. Em bela jogada de Joãozinho, a equipe treinada por Sergio Soares chegou ao seu primeiro gol, após rebote inevitável de Jailson que João Lucas soube aproveitar, aos 13 minutos. Aos 19 minutos, quase veio o empate, com duas bolas seguidas nas traves alviverdes, uma com Valterson e outra com o mesmo João Lucas.

Com o tempo, o Palmeiras conseguiu suportar a pressão adversária, e aos poucos ameaçou os rivais, especialmente com Keno, que entrou na etapa final. E foi exatamente ele que marcou aos 37 minutos, em bela jogada, um minuto após outra boa jogada na qual quase fez. Aí, o jogo se definiu, e foi só tocar a bola e garantir a primeira vitória no Paulistão 2018.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Jailson- 7,0– Boas defesas, muita segurança e não teve culpa no gol sofrido.

Marcos Rocha- 5,5– Atuação discreta do estreante, com pouco apoio ao ataque.

Antônio Carlos- 6,5– Partida segura, com poucas vaciladas. Saiu contundido aos 31 minutos do segundo tempo, substituído por Juninho-6,0, que não comprometeu.

Thiago Martins-6,5– Bom retorno do zagueiro formado na base alviverde, que provou merecer mais oportunidades no clube que o revelou.

Victor Luis- 6,0– Muito esforçado e correndo o tempo todo.

Felipe Melo- 8,5– Provavelmente sua melhor partida com o manto alviverde, com direito a lançamentos milimétricos, desarmes raçudos e passes precisos. Se continuar assim, será titularíssimo na temporada.

Tchê Tchê- 6,0– Correu bastante e ajudou na defesa e no meio-campo. Saiu aos 20 minutos do segundo tempo substituído por Bruno Henrique-5,5, que teve atuação discreta.

Luca Lima- 7,0– Uma bela estreia, com direito a um gol com chute de fora da área, algo raro no Palmeiras em 2017. De quebra, belos passes e muita movimentação. Outro que promete.

Dudu- 6,5– Boa estreia em 2018, com direito a participação no primeiro gol e boas jogadas. Quando o meio-campo alviverde se entrosar, vai ser difícil segurar esse time… Saiu aos 21 minutos do segundo tempo, dando vaga a Keno-7,0, que pôs fogo no jogo, marcou um gol e mostrou sua utilidade.

Willian- 7,0– Um jogador muito pouco badalado, mas que na hora agá mostra ser muito importante. Marcou um gol e se movimentou bastante, como sempre.

Borja-7,0– Para a surpresa de muitos (inclusive minha), mostrou-se muito participativo, ajudando na marcação e participando das jogadas ofensivas sem ser fominha. Só faltou um golzinho, mas dá para perdoar.