Verdão vence nos acréscimos graças à raça de Dudu

O gol, aos incríveis 54 minutos do segundo tempo, pode ter sido de Felipe Melo. Mas o verdadeiro responsável pela suada vitória do Palmeiras contra a Chapecoense na noite desta quarta-feira (16) na Allianz Parque atende pelo nome de Dudu. Com uma atuação que aliou raça, grande qualidade técnica e muita determinação, o Pequeno Gigante não desistiu, e foi de seus pés que surgiu a jogada do gol. Vitória que nos mantém na vice-liderança do Brasileirão 2019, ainda a 8 pontos do Flamengo. Título difícil, mas não impossível, a 12 rodadas do final do torneio.

A performance alviverde na etapa inicial foi terrível. O time esbanjou aquele estilo modorrento, repleto de lentidão, passes burocráticos e poucas chances reais de gol criadas. Como seria de se esperar, a lanterna Chapecoense veio totalmente fechada, mas curiosamente criou quase o mesmo número de oportunidades de gol do que o badalado e caro time da casa. Uma vergonha completa.

 Felizmente, após um retorno ainda meio fraco, o time, com Willian na vaga de Zé Rafael, foi pegando no breu e foi definitivamente para cima da Chape. A principal jogada era a de sempre, com Dudu indo pra cima da defesa adversária e tentando colocar seus colegas na cara do gol, tal qual um ponta-direita de outrora. Seu entusiasmo aos poucos contagiou os colegas, que, se não brilharam, ao menos começaram a atuar.

 

A partir dos 11 minutos, quando Willian tentou corrigir um arremate horrível de Deyverson e mandou a bola na trave, o que se viu foi uma das maiores pressões sofridas por um adversário do Palmeiras na nossa atual arena. Willian, Henrique Dourado, Diogo Barbosa, era uma oportunidade criada após a outra, com a bola ou sendo defendida pelo goleiro João Ricardo, ou sendo desviada, ou passando perto do gol.

Aos 48 minutos, um susto enorme. Em raríssimo contra-ataque da Chape, Renato fica cara a cara com Weverton, que faz uma defesa milagrosa e salva a pátria alviverde. Aos 50 minutos, Bruno Henrique chuta uma boa bola no gol, mas a pelota teimosa vai para fora. O empate parecia inevitável.

Mas não para Dudu. Pela milésima vez na partida, ele pegou a bola no setor direito do ataque do Verdão, foi pra cima de seus adversários, cruzou, o goleiro espalmou, ele foi derrubado por João Ricardo e a bola sobrou para Felipe Melo, que, sem medo de ser feliz, fez, enfim, o gol, aos 54 minutos.  Que sufoco, meu Deus do céu!

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Weverton- 8,0- Uma defesa fantástica salvou o vexame de apanhar da Chape em casa.

Marcos Rocha- 6,0- Correu bastante e deu uma certa ajuda a Dudu.

Luan- 6,5- A partir da metade do segundo tempo, virou atacante.

Gustavo Gómez- 6,5- Outro que virou atacante, ainda antes de Luan.

Diogo Barbosa- 6,0- Um primeiro tempo horrível, com melhora no segundo tempo.

Felipe Melo- 8,0- Fez o gol da vitória e foi determinante na vitória.

Bruno Henrique- 6,0- Partida discreta, embora tenha crescido no fim do jogo.

Gustavo Scarpa- 4,0- Muito, mas muito abaixo daquilo que imaginamos que ele seja capaz de fazer. Saiu aos 21 minutos do segundo tempo para a entrada de Raphael Veiga -5,0, que ajudou um pouco mais, sem muito brilho.

Dudu- 9,0- Se há um jogador alviverde que não merecia sair de campo sem a vitória, era ele. Muita iniciativa, muita garra, muita disposição, muito talento. Chega a ser insano o palmeirense que o chama de chorão ou de falhar em momentos decisivos. Tem três títulos conosco no currículo, e em todos foi fundamental. Pequeno Gigante!

Zé Rafael- 3,5- Incapaz de uma única jogada lúcida. Saiu no intervalo, substituído por Willian- 7,0, que se perdeu alguns gols certamente ajudou a botar fogo no jogo.

Deyverson-2,0- Fez o que vem fazendo nos últimos tempos, ou seja, errando passes, ficando impedido de bobeira e errando finalizações. Saiu aos 13 minutos do segundo tempo para a entrada de Henrique Dourado-4,0, que foi um pouco melhor do que o antecessor, mas ainda está sem ritmo de jogo.