Verdão arranca empate na fria serra gaúcha

O jogo foi de doer. Um frio de rachar. Pingüins puderam ser vistos nas laterais do gramado. Diante de tal condição climática, nada mais óbvio do que apostar em um empate como resultado final da partida entre Palmeiras e Juventude, em Caxias do Sul. E não deu outra: um a um, um gol em cada tempo. A partida foi bastante fraca em termos técnicos, e ficou claro o porque de a equipe gaúcha estar na zona de rebaixamento. Por sua vez, nosso Verdão sentiu bastante a falta de Valdívia. De qualquer forma, empate fora é sempre um bom resultado.

Na primeira etapa, ficou claro que a opção de Caio Júnior por Deyvid no lugar de Valdívia não foi a mais adequada. O garoto se esforçou, mas não conseguiu armar grande coisa no meio campo verde. Por sua vez, Luis Henrique se mexeu e tentou algumas jogadas, sem grande inspiração, e Max se mostrou absolutamente nulo. Como a equipe do ex-palmeirense Leonardo Silva não demonstrava grande efetividade na criação, tudo levava a crer que o primeiro tempo terminaria empatado. No entanto, uma falha de Dininho ao tentar rebater uma bola deixou o meio-campo Marcão na cara de Diego Cavalieri, que nada pôde fazer: Juventude um a zero.

No segundo tempo, entrou Paulo Sérgio no lugar de Nem, indo Wendell para o meio campo. Nada mudou. O Juventude mostrou mais vontade, foi à frente, e só não chegou ao segundo gol por absoluta incompetência. As entradas de Luis no lugar do inoperante Max e de William no do apagado Deyvid ajudaram um pouco, mas nossa primeira jogada efetiva de gol na etapa final só surgiu aos 30 minutos.

E foi convertida: Martinez chutou a gol, e Luiz, mostrando estrela e puro oportunismo, desviou-a para o fundo das redes adversárias. Um a um. A partir daí, o Palmeiras passou a dominar as ações, e, se estivesse em tarde mais inspirada, poderia ter vencido.