Verdão arranca empate com chuva e estádio boate

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Em partida jogada absurdamente na noite deste domingo (10) de carnaval em um estádio que mais parecia uma boate graças a sua péssima iluminação e com muita chuva, tivemos um empate de 2 a 2 entre Palmeiras e Mogi Mirim, na casa da equipe interiorana, em partida bastante disputada.

Sem o agora “gremista desde criancinha” Hernán Barcos, o Palmeiras veio a campo com Caio Mancha em sua vaga, e com Wendel no lugar de Ayrton, mantido no banco. Logo a 1 minuto, Maikon Leite fez boa jogada e ficou na cara do gol, chutando nas mãos do goleiro Daniel. João Denoni levou amarelo logo a 2 minutos.

Aproveitando a correria inicial e a evidente disposição de seus jogadores, o Verdão abriu o marcador aos 11 minutos. Márcio Araújo, que virou o artilheiro da equipe, fez boa jogada e acertou um belo chute de longa distância, atingindo o seu terceiro gol nesta temporada, quase o mesmo número que fez em três anos de Palmeiras. Seria essa a razão do dilúvio que caiu em Mogi Mirim?

O Mogi Mirim quase empatou aos 14 e aos 16 minutos em ataques perigosos. Posteriormente, a marcação alviverde se mostrava bastante efetiva, o que dificultava as ações do adversário. Restava a alternativa dos chutes de longa distância. Foi o que Roni tentou aos 31 minutos, e infelizmente Fernando Prass aceitou, mesmo tendo sido um arremate com bastante força. Empate.

Para o segundo tempo, Gilson Kleina teve de voltar com Vinícius, pois Maikon Leite se machucou em choque com um atleta adversário. Logo aos 3 minutos, Caio Mancha fez um gol, anulado por impedidimento. Aos 10 minutos, lance confuso em que Wesley parece ter sido empurrado na área do Mogi. Pênalti não marcado.

Aos 16 minutos, entra Souza na vaga de Caio Mancha. O jogo, que havia caído bastante de rendimento, com muitos passes errados, voltou a pegar fogo aos 24 minutos com o segundo gol do time do interior. Wendel falhou no meio, Henrique recebeu, avançou pelo lado direito da defesa alviverde e chutou forte. Prass evitou o gol, mas Roni (de novo) aproveitou o rebote e aproveitou a chance.

Com a entrada (sua estreia, por sinal) de Ronny no lugar de João Denoni, o Palmeiras ganhou força e foi pra cima. Deu certo. Aos 31 minutos, em jogada iniciada por Wendel, Souza recebeu a bola, dominou bem e fuzilou o goleiro Daniel, mandando no cantinho. Partida empatada.

A partir daí, os times mergulharam nas defesas adversárias, com chances perdidas de parte a parte. Fernando Prass se redimiu aos 46 minutos graças a uma belíssima defesa que garantiu o empate ao Alviverde Imponente. Empate que, nas atuais circustâncias, deve ser comemorado, especialmente pela garra demonstrada pela equipe dirigida por Gilson Kleina.

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“Até mesmo o Marcelo Moreno ainda pode chegar. Pode ser agora, dentro de alguns meses, no ano que vem. Muita coisa pode acontecer.Estamos trabalhando. Segue o barco.”, disse Brunoro após o final da partida.

O volante Léo Gago, o meia Rondinelly e o atacante Leandro estão apalavrados. Se Marcelo Moreno não vier, o Grêmio deve pagar uma bolada ao Verdão, mais de R$ 7 milhões.

Sinceramente, se o Grêmio tiver mesmo mais de R$7mi em caixa pra pagar o Palmeiras, eu tenho um Corvette no fundo do quintal.

Continuo apoiando a nova gestão, mas ainda estou sem entender a lógica gremista dessa transação.