Vai ter que ser na RAÇA mesmo!

Tem muita gente ainda preocupada com a derrota para o Coritiba. Claro que o jogo foi terrível, mas não dava pra esperar muito mais de uma equipe que até hoje não mostrou um pingo de organização em campo.

Se o time principal não empolga, era quase impossível que o time “alternativo” mostrasse algo de diferente e fizesse uma bela partida contra o Coritiba, que lutava desesperadamente contra o rebaixamento.

Como o Palmeiras já havia desperdiçado todas as suas chances de classificação no Campeonato Brasileiro, a única coisa que nos resta (e faz tempo) é a Copa do Brasil. Nenhuma novidade.

O que me assusta neste momento é o tamanho da pressão que está sendo colocada sobre o Marcelo Oliveira.

Claro que o trabalho do treinador não agrada ninguém, mas qual treinador nos últimos anos fez um trabalho irrepreensível no Palmeiras? Nenhum.

E vou além. Nos últimos 19 anos, somente dois técnicos conseguiram conquistar títulos no comando do Palmeiras.

Marcelo Oliveira não é nenhum estrategista, tem mais o perfil “boleiro”, mas fez um ótimo trabalho no Coritiba e ganhou muitos títulos em Belo Horizonte.

Os problemas e as dificuldades para comandar o Palmeiras extrapolam a competência e os limites de um treinador de futebol. Trocar um pelo outro só resolve momentaneamente o problema, além de endividar o clube.

Quem acompanha de perto a vida do clube sabe que isso é verdade e só com o tempo é que vamos resolver isso.

O que importa agora é a conquista da Copa do Brasil. Ganhar mais um título NA RAÇA, com a força do elenco e, principalmente, graças a alguns atletas que se superam na hora de decisão. Vamos lá, o resto a gente vê depois!

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A CBF acertou ao escolher o Heber Roberto Lopes para a final da Copa do Brasil.

Deixaram de fora o melhor árbitro do momento, Anderson Daronco, e optaram por escolher alguém que durante a temporada não fez por merecer o brilho de uma final de campeonato.

A entidade fez o mesmo ao escolher um Dunga como treinador da Seleção, o empresário de atletas Gilmar Rinaldi como diretor de seleções, etc…

Enfim, o “padrão CBF de qualidade” foi mantido para a final da Copa do Brasil. E a fraqueza da nossa diretoria nos bastidores do futebol também.

Abraço a todos!