Uma agenda positiva para o Palmeiras

edicao35.gif

Atualmente, muito se fala, em escala global, da necessidade de se adotar uma “agenda positiva”, seja para governos ou em relação ao meio ambiente. Pois bem, como poderíamos transferir essa tal “agenda” para a realidade do Palmeiras?

Depois de tudo o que passamos com Mustafá e, depois, com Palaia, era preciso uma revolução para que o pior não voltasse a ocorrer (como em 2002). E ela aconteceu.

Exatamente como foi necessário fazer em 1992 (primeiro ano da co-gestão com a Parmalat), o Palmeiras passou a adotar uma “agenda positiva”. A partir de um momento conturbado com intensas dificuldades para enfrentar (naquela época o time vinha do famigerado “jejum” de títulos, que durava 15 anos), mudou toda a estrutura interna e passou a ter, no âmbito externo, uma atuação mais agressiva, tentando obter o melhor para o clube em todos os setores.

treinamento.jpgSe não tínhamos estrutura no Centro de Treinamento, hoje temos uma das melhores do País, com direito a Centro de Recuperação Física. Se não tínhamos marketing, com certeza temos os melhores projetos para futebol, pois alguém duvida que o Onda Verde, a Sociedade dos Eternos Palestrinos e a Cesta de Atletas vão dar certo? Já estão dando resultados de forma imediata. Só o impacto na mídia serviu para que todos, ao menos, parassem para prestar um pouco de atenção no Palmeiras. Já é alguma coisa, ainda mais agora que realmente temos uma assessoria de imprensa pró-ativa e competente.

Mas, é claro, todo esse progresso obtido em apenas alguns meses não surtirá o efeito desejado enquanto outros problemas, tão graves quanto, não forem resolvidos: o time dentro de campo não passa por um bom momento, o clube tem dívidas e dificuldades para contratar, uma parte da torcida acha que está tudo acabado e, é claro, vemos que o Palestra Itália se tornou o nosso próprio alçapão. O Palmeiras se sente o Coiote tentando pegar o Papa-Léguas (qualquer adversário), não conseguindo e caindo nas próprias armadilhas.

Em minha opinião, não deveríamos jogar partidas no interior. Isso não é necessário. Precisamos voltar a jogar bem no Palestra. A torcida da “agenda negativa” vai ter que engolir esse time e apoiá-lo no campo. E somente com gols ela se rende. Portanto, o time precisa ter brios para deixar de ser o Coiote do desenho. Ganhar em casa é fundamental. O alçapão deve ser usado para pegar os adversários. A torcida que for ao estádio deve apoiar incondicionalmente até o apito final. Deve dar exemplo de paixão pelo time. Quer falar mal e cornetar? Fique em casa.

Palmeiristas, vamos confiar. E repitam comigo o mantra para atropelarmos o lixão da Marginal S/Nº sábado:

RAIVA DESSA PORRA DE CORINTHIANS! (Luiz Felipe Scolari)

*Jonas Gonçalves, 24 anos, é jornalista.