Um Santo sozinho não faz milagre

Marcos, o Santo, o experiente, o Ademir da Guia do gol, o patrimônio vivo da Sociedade Esportiva Palmeiras, voltou a fazer milagres em Goiânia. Defendeu de forma brilhante três penalidades, na decisão da vaga para as semifinais da Copa do Brasil.

Infelizmente para ele e para o torcedor alviverde, seus colegas escalados para as cobranças não tiveram a mesma envergadura. De forma ridícula, Danilo, Figueroa, Ivo e Cleiton Xavier recuaram bolas para o goleiro Márcio, que não tinha nada a ver com isso.

Resultado: mais uma decepção do Palmeiras de Luiz Gonzaga Belluzzo. O medíocre Atlético Goianiense disputará com o Vitória (BA) a oportunidade de chegar à final da Copa do Brasil.

Ao palmeirense, resta engolir em seco mais uma eliminação absurda e dar moral para outro time sem camisa. Será que a gente merece isso? Lógico que estou me referindo a nós, torcedores, pois os jogadores tiveram o que mereceram, e seu treinador, também.

O primeiro tempo da partida teve como principal característica a forte marcação de parte a parte. O Palmeiras procurou não dar espaços ao Atlético Goianiense, que por sua vez não veio com tanto ímpeto ao ataque como seria de se esperar.

Em função disso, os lances perigosos quase que não existiram. Aos 9 minutos, Marcos Assunção chutou de longe para boa defesa de Márcio, que também pegou sem dificuldades desvio de Robert aos 23 minutos. Novamente Assunção levou perigo ao adversário aos 25 minutos, em cobrança de falta.

Aos 32 minutos, falha grotesca da defesa do time goiano deixou Robert com uma chance de ouro de abrir o marcador. Ele até se livrou do goleiro, mas não soube chutar com precisão, mandando para fora.

Só aos 34 minutos a equipe treinada por Geninho deu seu primeiro chute a gol, em cobrança de falta do goleiro Márcio que foi por cima da meta defendida por Marcos.
Aos 38 minutos, o metido a Rogério Ceni tentou de novo e quase faz uma lambança máster, pois a bola bateu na barreira e o alviverde conseguiu rápido contraataque, que o goleiro teve de parar na base da falta em Pablo Armero. Na cobrança, quase Maurício Ramos faz.

A melhor de todas as oportunidades dessa primeira etapa ocorreu aos 47 minutos, quando em rápido contraataque do Palmeiras Armero colocou Márcio Araújo na cara do gol. Este chutou forte, para bela defesa de Márcio.

A etapa final parecia caminhar para o mesmo rumo da inicial, embora Elias, que entrou na equipe goiana, tenha acertado bons chutes aos 3 e 8 minutos. Mas aos 14 minutos, Pierre toma o segundo amarelo de forma desnecessária e vai para o chuveiro mais cedo.

Com um a mais em campo, o Atlético cresce e cria várias chances. Até que, aos 25 minutos, Marcão chuta, a bola vai meio esquisita mas acerta o canto esquerdo de Marcos. Um a zero Atlético Goianiense.

Daí até o final, temos o adversário tentando o segundo gol de forma tímida e o Palmeiras também de forma limitada vez por outra arriscando um contraataque.

O placar acabou levando o jogo para a decisão por pênaltis, onde, ironicamente, só Ewerthon conseguiu fazer um gol para o Verdão. E lá vem o Brasileirão…

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