Um bom empate ruim ou um ruim empate bom?

A pergunta do título desta matéria é totalmente pertinente, e de difícil resposta. Empate em casa em campeonato de pontos corridos é sempre sinônimo de vacilo. No entanto, quando seu time se mantém perdendo por dois a zero até 33 minutos do segundo tempo, conseguir a igualdade é façanha a ser comemorada. Foi precisamente isso o que ocorreu com nosso Verdão na noite de ontem. Em pleno Parque Antarctica, perdemos um caminhão de gols, o Atlético (PR) fez dois em contra-ataques e por pouco não amargamos mais uma derrota, o que não ocorreu graças à raça dos jogadores no final e ao glorioso goleiro reserva do Furacão, Tiago Cardoso. Dois a dois, placar final.

No primeiro tempo, o time do Marcelo “Técnico Pãozinho” Vilar até que pressionou bastante, criando pelo menos sete chances claras de gol. Mas o centroavante Roger Aparelho estava a fim de entrar para o livro Guiness dos Recordes, e perdeu um gol atrás do outro, além de chutar uma na trave. O castigo veio a cavalo: aos 42 minutos, em vacilo da nossa defesa, Denis Marques, o Oséias Cover, chutou prensado em Nem e mandou para o fundo de nossa meta. Um a zero.

Na segunda etapa, com Wendel no lugar do inoperante Marcelo Costa, o time tentou melhorar, mas, após perder mais uns mil gols, Aparelho saiu de campo, substituído por Neto Baiano. Inicialmente, deu azar, pois, aos 20 minutos, o irmão gêmeo do Ozeinha pôs mais uma no nosso golzinho. Valdívia entrou no lugar de Francis, e o time resolveu tentar arrancar o empate na raça. Isso só ocorreu quando Cleber, goleiro do Fura-chão, contundiu-se, dando lugar ao palmeirense desde criancinha Tiago Cardoso. Bem, se não for, deveria ser, pois tomou dois gols meio suspeitos, um, de Paulo Baier, que aos 33 minutos chutou sem ângulo e saiu para comemorar, e outro, aos 39, de, pasmem, Neto Baiano. O time pressionou muito até o final, mas não conseguiu a vitória. Mesmo assim, os jogadores saíram aplaudidos, pois demonstraram raça.