Um ano sem o “seo Joelmir”

Nem acredito que hoje faz um ano que um dos maiores palmeirenses e brasileiros da história, o jornalista Joelmir Beting nos deixou.

Falar da genialidade dele é “gastar papel”, como se dizia antigamente. Só sei que apesar de ter falado com ele apenas uma vez na vida, sinto muito a sua falta.

Sou apaixonado pelo futebol e pelo rádio. Foi através dele, e não pela TV, que compreendi que aquele esporte aparentemente banal, são 22 caras num campo tentando enfiar uma bola dentro de “c pra baixo”, havia também uma magia, algo diferente. Sem explicação.

Ouvindo as narrações do José Silvério, do igualmente saudoso (e palestrino) Fiori Gigliotti eu conseguia enxergar diante daquele radinho Sony, que guardo até hoje, a grandeza dessa coisa que chamada futebol.

Depois disso, percebi que torcer para um time era mais do que apenas um entretenimento, era algo que fazia parte da sua personalidade.

Poucas pessoas na mídia conseguiram traduzir essa palestrinidade, sem ser piegas ou cair ridículo, como o Joelmir Beting.

Nos seus últimos anos de vida, ele era um dos apresentadores do Jornal Gente e, apesar da idade, continuava sendo um mais ativos e lúcidos profissionais do rádio brasileiro. Se eu perdia o programa de manhã, depois ia lá pra ouvir o podcast.

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Com suas frases de efeito, suas sacadas genais e suas análises perfeitas, Joelmir era único. Aliás, um dos únicos grandes arrependimentos que tenho na vida foi não ter pentelhado o seu filho para que o Seo Joelmir fosse entrevistado aqui no Clube Mondo Verde.

O Mauro já havia sinalizado que seria um prazer para o palestrino Joelmir falar sobre uma das suas maiores paixões com três apaixonados pelo Palmeiras para uma audiência seleta e igualmente palestrina. Ficou pra depois.

Não consegui, mas fica aqui o meu agradecimento. Fica a saudade.

Abraço a todos!