Trocar de técnico não resolve todos os problemas

Alguns vão falar que é devaneio, que estou louca. E eu entendo tudo isso. Afinal, fomos criados em um país onde futebol é também sinônimo de imediatismo e troca constante de treinador.

Durante o empate com o Cruzeiro, na noite da última quarta-feira, formulei uma teoria e vou aqui contá-la. Pode parecer descabida, mas, acredite, eu realmente faria isso se fosse presidente do Palmeiras.

Após a demissão de Gilson Kleina e a contratação de Ricardo Gareca, eu manteria o argentino no clube mesmo com aquele desempenho pífio que ele teve. E explico os motivos.

É bem verdade que Gareca era o técnico certo no momento errado, mas se ele já estava lá por que não mantê-lo? O problema do treinador é que o idioma o prejudicou muito na comunicação com os atletas e sequer conseguiu passar a metodologia de trabalho dele.

Ao meu ver, cabia ao Palmeiras apresentar uma solução. Solução esta que não fosse a demissão!

É claro que quando se contrata um técnico, a expectativa é que ele assuma o comando do time. Mas quando isso não acontece, por que não quebrar pré-conceitos que existem na herança clássica do futebol brasileiro?

O Palmeiras esqueceu que a solução estava dentro de casa. O auxiliar Alberto Valentim, que é funcionário fixo da comissão técnica, poderia muito bem ficar a frente da equipe durante o restante da temporada, enquanto Gareca tomava conhecimento do futebol no país, atletas e língua. O Palmeiras, por sua vez, preferiu despachá-lo e jogar no lixo o planejamento de 2015.

Durante o período de adaptação de Gareca, o orçamento do clube não seria comprometido e nem os argentinos que foram contratados estariam “esquecidos” no banco, como estão hoje. (Obrigada, Mouche por ontem <3). É preciso olhar lá frente, e não vejo essa mentalidade em nenhum dos dois candidatos - Paulo Nobre e Wlademir Pescarmona - que disputa as eleições. Infelizmente... Abraço a todos!