Trave salva São Paulo duas vezes e clássico fica no empate

Ninguém com bom senso esperava que um clássico prematuro como o jogado em Araraquara (SP) na escaldante tarde deste domingo (26) pudesse render um desempenho espetacular por parte de Palmeiras e São Paulo. Mesmo assim, o time treinado por Vanderlei Luxemburgo se mostrou mais disposto a vencer do que os comandados por Fernando Diniz, e se não fossem duas bolas na trave, quem sabe a vitória tivesse cor verde. No fim das contas, um 0 a 0 que serve como bom escudo para as duas equipes, espantando crises prematuras.

O primeiro tempo mostrou o São Paulo com muito mais posse de bola, mas sem conseguir criar grandes oportunidades, enquanto o Palmeiras ficava na expectativa de roubar bolas e partir objetivamente rumo ao gol adversário. A primeira oportunidade mais aguda de gol surgiu aos 17 minutos, quando Dudu recebeu bom passe na área e chutou, para boa defesa de Thiago Volpi, que saiu bem do gol.

Aos 18 minutos, o hoje muito discreto Hernanes teve seu melhor momento na partida, com um chute perigoso que desviou e foi para escanteio. Logo a seguir, após a cobrança, Arboleda cabeceou bem, mas Weverton, bem colocado, fez boa defesa.  Aos 32 minutos, o hoje muito eficiente Ramires roubou uma bola, avançou e mandou um belo chute, que bateu na trave, com Thiago Volpi já batido. Teria sido um golaço.

O primeiro tempo terminou com um belo chute de Helinho que Weverton desviou para escanteio. Ou seja, no fim das contas o São Paulo até que teve suas oportunidades, mas não conseguiu chegar ao gol.

A torcida alviverde tomou um susto logo aos 7 minutos do segundo tempo, quando um lançamento de Thiago Volpi encontrou Daniel Alves livre. Para nossa sorte, o consagrado jogador tricolor parou em Weverton, que saiu bem e conseguiu uma defesa salvadora.

A partir daí, o time alviverde mostrou seu poder de fogo. Aos 13 minutos, Gabriel Veron chutou para fora, de dentro da área. Aos 16 minutos, Luis Adriano cabeceia bem, e a bola caprichosamente acertou a trave do adversário. Logo a seguir, Victor Luis acertou um balaço, que Thiago Volpi, provavelmente o melhor em campo, colocou para escanteio. Aos 17 minutos, foi a vez de Lucas Lima mandar para fora.

O jogo, então, entrou em uma fase na qual o Palmeiras pressionou bastante, mas sem conseguir acertar o chute final com a devida eficiência, com a defesa do São Paulo rebatendo bastante e se livrando do perigo iminente que rondou muito a sua meta. A rigor, o único lance de maior perigo foi um chute de Willian que desviou e foi para escanteio. E ficamos no empate, décima partida consecutiva do Verdão sem perder para seu rival.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Weverton- 7,5- Muito bem nos momentos em que foi exigido, especialmente na bola em que Daniel Alves apareceu livre, na sua frente, no início do segundo tempo.

Marcos Rocha- 6,0- Partida discreta do lateral, com alguns bons momentos ofensivos.

Felipe Melo- 6,5- Partida correta do agora zagueiro, mostrando-se mais habituado na posição.

Gustavo Gómez- 6,5- Vai aos poucos se entrosando com o colega de zaga.

Victor Luiz- 6,0- Acertou um belo chute ao gol adversário, e foi regular, como de praxe.

Gabriel Menino- 6,5- Vai aos poucos ganhando musculatura no time alviverde. Saiu aos 33 minutos do segundo tempo para a entrada de Patrick de Paula- 5,0, que correu bastante.

Ramires- 7,5- Provavelmente sua melhor partida com a camisa alviverde, muito bem nas roubadas de bola e também ao alimentar contra-ataques, com direito a um belo chute que acertou a trave tricolor. Saiu aos 21 minutos do segundo tempo substituído por Zé Rafael-5,5, que não foi mal.

Lucas Lima- 6,5- Vai aos poucos se firmando no meio-campo do time treinado por Vanderlei Luxemburgo, ao contrário do que alguns pensavam.

Dudu- 6,5- Muito participativo como de costume, mas sem a inspiração de suas melhores partidas.

Luis Adriano- 6,0- Discreto, embora tenha acertado uma bola na trave adversária.

Gabriel Veron- 5,0 – O garoto ainda está pegando o jeito de jogar com os profissionais, e mais uma vez deixou a desejar, afora uma ou outra jogada. Nada fora do que se espera para um jogador de apenas 17 anos. Saiu aos  17 minutos do segundo tempo para a entrada de Willian-5,0, que foi um pouco melhor, mas sem muito brilho.