Tem que jogar com a ALMA e com o CORAÇÃO!

Desde o primeiro minuto, a partida contra o Jorge Wilstermann mostrava que seria difícil. Embora o time boliviano não seja tecnicamente forte, eles se fecharam de forma perfeita num 5-4-1 e travaram o time do Palmeiras no primeiro tempo.

Travaram porque Dudu, nosso atleta mais incisivo no ataque, foi muito bem marcado e Tchê Tchê, nosso “motorzinho” no meio-campo fez uma péssima partida. Será que sentiu o peso da Libertadores?

Outra dificuldade é que os laterais pouco desciam ao ataque. Zé Roberto quase não se arriscou ao ataque e o Jean apenas desceu mais pelo lado direito após a entrada do Roger Guedes. Assim, as principais jogadas criadas saíram de tabelinhas entre os velhos conhecidos Alejandro Guerra e Miguel Borja.

O atacante palmeirense quase fez o seu primeiro gol na Libertadores 2017. O brasileiro Alex Silva fez uma marcação cerrada sobre ele e impediu que o colombiano abrisse o placar. Ah, e ninguém vai fazer discurso moralista depois que ele confirmou que rasgou a própria camisa pra prejudicar o Mina?

Na Libertadores, os árbitros geralmente são muito “caseiros”. Com o Palmeiras é sempre diferente e o juiz deixou de marcar muitas faltas sobre o Dudu. Dá pra contar quantos pênaltis ele não marcou? 3 ou 4?

Na segunda etapa, o time boliviano adiantou mais a marcação e se arriscou um pouco mais ao ataque. Acho que o Eduardo Baptista demorou muito para mexer no time. Keno entrou apenas aos vinte minutos para tentar quebrar essa defesa boliviana. Muito tarde!

Michel Bastos saiu para que o Keno entrasse e depois foi a vez do Guerra deixar o campo para a entrada do Roger Guedes, que deu um gás pelo lado direito do ataque. A pressão seguia muito grande, mas o Palmeiras não conseguia ameaçar o goleiro do Jorge Wilstermann.

Aliás, nas raras vezes que conseguiu chegar ao ataque, os bolivianos quase fizeram o seu. Incrível aquele gol perdido pelo tal Olego nos minutos finais da partida. Na primeira etapa, aquela defesa do Prass, numa cabeçada desviada pelo Mina, foi um golaço!

A bola pune e se fez justiça no Allianz Parque. Depois de tanto insistir, até com o Willian Bigode em campo, o Palmeiras conseguiu o gol da vitória nos acréscimos. Um gol de zagueiro. Não um zagueiro qualquer, Yerry Mina foi um dos atletas que melhor incorporou esse espírito de Libertadores tão necessário em partidas como essa.

Enfim, não tem jogo tranquilo na Libertadores. Acredito que quase todos os adversários virão para o Allianz Parque jogando desta forma (fechados) e o Palmeiras precisa saber lidar melhor com isso, sem perder a calma jamais!

E domingo já tem jogo na Vila Belmiro…que sequência, amigo!

Abraço a todos!