Análise: o primeiro desafio nos mata-mata da Libertadores

Quis o destino que o adversário do Palmeiras nas oitavas de final da edição 2009 da Taça Libertadores da América fosse, novamente, o Sport Recife. Após as partidas realizadas na noite de quinta feira e que encerraram a fase de grupos da competição, os confrontos se definiram, organizados da seguinte forma: o melhor primeiro colocado pega o pior segundo colocado, e assim por diante, até que os 16 classificados se posicionassem.

Palmeiras e Sport Recife farão o primeiro mata-mata brasileiro da competição este ano, garantindo um time do nosso país nas quartas de final, aconteça o que acontecer. A primeira partida será jogada no estádio Palestra Itália na próxima terça-feira, com a decisão tendo como palco o estádio da Ilha do Retiro, em Recife.

Os cruzamentos de grupo ficaram extremamente interessantes. Se passarmos pelos pernambucanos, pegaremos nas quartas de final o vencedor de Nacional do Uruguai e San Luiz, do México. Suplantada mais essa fase, nosso adversário nas semifinais virá de quem sair vivo dos confrontos entre Boca Juniors e Defensor do Uruguai, e Libertad, do Paraguai e Estudiantes de La Plata, da Argentina. A chave do outro lado ficou com Grêmio e San Martin do Peru, cujo vencedor enfrentará o sobrevivente do confronto entre Caracas (Venezuela) e Deportivo Cuenca (Equador). Por sua vez, o detestável time do Jardim Leonor pegará o Chivas, do México, e enfrentará, se vencer, quem ganhar o confronto entre Cruzeiro e Universidade do Chile.

Analisando a participação do Palmeiras na fase de grupos da Libertadores 2009, fica claro que fizemos um excelente segundo turno. Aliás, foram dois torneios distintos, para nós. Nos dois primeiros jogos, perdemos ambos (para LDU fora e Colo Colo em casa), fizemos três gols e tomamos seis. Nos outros quatro, a reação foi impressionante. Três vitórias (2 a 0 contra o Sport e 1 a 0 contra o Colo Colo, fora, e 2 a 0 contra a LDU em casa) e um empate (1 a 1 com o Sport, em casa). Fizemos seis gols e tomamos apenas um.

A defesa melhorou consideravelmente. O ataque, no entanto, manteve sua média de 1,5 gol por partida do começo ao fim. Balanço final: 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, 9 gols pró, 7 contra, saldo positivo de 2, com 10 pontos ganhos e o segundo posto na chave.

E que venha o Sport!