Situação fica difícil, mas longe de desesperadora

Preparem-se. Durante uns bons dias, a imprensa alarmista vai se divertir às nossas custas. Tipo “olha o Palmeiras perto do rebaixamento de novo”, “esse time vai cair” etc. E, de fato, a coisa piorou para nós. Com a derrota para o Cruzeiro, caímos para a décima quarta posição, a longínquos 16 pontos do líder (São Paulo) e a nove da zona da Libertadores (Santos). No entanto, o Brasileirão está tão embolado que não dá para dizer nem que estamos em situação desesperadora, nem tranqüila.

Vamos lá: 24 partidas- 30 pontos ganhos, 8 vitórias, 6 empates e 10 derrotas, 35 gols a favor, 41 contra, saldo negativo de seis. Nossa distância para o Vasco, atual quinto colocado, é de apenas seis pontos. Três nos separam do nono, o Fluminense. E, agora, a coisa fica engraçada: do décimo primeiro colocado (e último da zona da “importantíssima” Copa Sul Americana), o Atlético (PR), ao décimo sexto, ou seja, o último da turma que se manteria hoje na primeira divisão, o Botafogo, todos tem o mesmo exato número de pontos que nós, ou seja, 30.

A saber: o Atlético nos supera por ter uma vitória a mais; o Corinthians, décimo segundo, mesma coisa; o Flamengo, décimo terceiro, tem saldo de gols menos ruim (menos três). Por sua vez, superamos a Ponte Preta por ter saldo de gols menos péssimo (o deles é de inacreditáveis menos 10) e o Botafogo por ter uma vitória a menos.

Ou seja, as próximas quatorze rodadas verão uma verdadeira briga de foice no escuro, sendo tudo possível. Na minha humilde opinião, no entanto, temos quatro times que dificilmente escaparão do rebaixamento: Santa Cruz (já praticamente caiu), Fortaleza, São Caetano e Ponte Preta. Goiás e Botafogo também fazem por merecer a queda. Ou seja, duvido que a gente possa cair. Cruzemos os dedos, e que possamos ao menos ficar entre os dez mais. Pouco para a nossa tradição, muito para um ano a ser esquecido pelo palmeirense.