Show de Valdívia e Palmeiras detona Fortaleza

O frio, a má fase da equipe da casa e o fato de a partida ter sido realizada durante a semana, com início às 20h30, ajudou o fato de apenas 5.775 pagantes presenciarem Palmeiras e Fortaleza. Mas quem teve disposição e foi ao Parque Antarctica não deve ter reclamado de, além de tudo, ainda enfrentar um frio de deixar pinguim tremendo. Graças a uma grande atuação do chileno Valdivia, que pela primeira vez teve a oportunidade de jogar uma partida inteira, o Alviverde ganhou do Fortaleza por 3 a 0. Só faltou ele fazer um golzinho, mas isso não evitou que a torcida o aplaudisse de pé, ao fim dos 90 minutos. Com a vitória, conseguimos respirar um pouco em nossa inglória luta contra a ameaça do rebaixamento.

Tudo bem que a equipe cearense nos ajudou, e muito. O Fortaleza deu provas concretas de porque se encontra à beira do rebaixamento. Um time confuso, apavorado, sem padrão tático, que pouco ameaçou a meta de Diego Cavallieri. Só correu o risco de fazer gols graças aos espaços deixados pelo patético lateral esquerdo Márcio Careca, ressuscitado por Jair Picerni por absoluta falta de opções. Mas o Verdão pressionou bastante desde o início, e aos 29 minutos, após bela jogada do ataque, Paulo Baier abriu a contagem.

No segundo tempo, a pressão aumentou, o time do goleiro Edson Bastos se mostrou ainda mais perdido, e as chances de gols se sucederam. Edmundo, novamente um peso morto na equipe, incapaz de um drible ou um chute a gol, foi substituído por Rosenbrick. Por sua vez, Juninho Paulista irritou a torcida com passes errados e arrancadas que nunca deram em nada, além de perder o gol mais feito da partida. Sorte que, logo aos 9 minutos da segunda etapa, em confusão na área cearense, Enilton guardou nosso segundo tento. Pouco após a saída de Edmundo, Paulo Baier sofreu pênalti após preciso lançamento de Valdivia, e Juninho ao menos teve a decência de cobrar com precisão. Três a zero.

Se não foi uma atuação brilhante, ao menos o Palmeiras mostrou garra (especialmente de Nen, Marcinho Guerreiro, Dininho e Paulo Baier), capacidade de converter ao menos algumas das inúmeras chances criadas e mais segurança no setor defensivo