São Paulo, nosso mega freguês

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Não, não precisa achar que eu estou ficando louco, ao escrever matéria com o provocativo título acima. Como todos sabem, o time de Richarlyson tem umas duas ou três vitórias a mais do que nós, no retrospecto geral. Mas quando o assunto é Campeonato Brasileiro, a coisa muda de figura. E como muda! Conforme dados divulgados pela assessoria do Palmeiras (valeu, Fábio Finelli!), foram realizadas 40 partidas entre os dois rivais no mais difícil e importante campeonato realizado no país.

Os números são humilhantes para a concorrência: 16 vitórias verdes, 19 empates e pífias 5 derrotas tricolores, com 57 gols a nosso favor e 43 gols contra, saldo positivo de 14. Nem no Morumbi o time deles leva vantagem, pois perdeu 7, empatou 14 e só ganhou as 5 ali, mesmo. No Pacaembu, Palestra Itália e campos neutros, foi ou derrota, ou empate.

A maior goleada em brasileiros, que teve entre os 20 mil pagantes este que vos tecla, ocorreu no dia oito de março de 1992, por sinal Dia Internacional da Mulher (que, para mim, é todo dia, mas deixa pra lá….), com vigorosos 4 a 0 para nosso Alviverde Imponente, com gols de Evair (2), Andrei de falta e Edu Marangon. Quem também esteve lá sabe que, se o nosso artilheiro estivesse só um pouquinho mais inspirado, teríamos ganho de uns 7 a 0. Detalhe: o time do São Paulo era aquele mesmo com Raí e companhia bela. E estive em outro momento memorável, no dia 4 de dezembro de 1993, quando, com vitória de 2 a 0 e direito a gol de placa de César Sampaio, conquistamos a classificação para a final do brasileirão daquele ano.

Quem esteve lá, lembra do coral que cantávamos para os pó-de-arrroz: “ão, ão, ão, foge pro Japão”, ironizando o fato de eles se gabarem de disputar a final do Campeonato Mundial Interclubes.

 Quem é que disse que somos fregueses, heim? E, com umas vitórias a mais, a gente volta a ficar na frente dos caras, no retrospecto geral.