Retranca e eficiência batem Luxemburgo no Morumbi

No futebol, nada pode ser pior do que tomar um gol logo de cara de um adversário que tem como características o poder de marcação e a tendência a só jogar no erro alheio e nos contra-ataques. E foi exatamente isso o que ocorreu com o Palmeiras na chuvosa tarde de hoje, no estádio Cícero Pompeu de Toledo.

A dois minutos de partida, Hernanes, o mais habilidoso atleta do São Paulo Futebol Clube, pegou bola livre pela direita, olhou sem ser molestado pelos atletas alviverdes e lançou na área. Washington, sem tomar conhecimento da medíocre marcação de Maurício Ramos, cabeceou e abriu o marcador. Um a zero para o inimigo, digo, São Paulo. A partir daí, a equipe treinada pelo arrogante Muricy Ramalho exibiu o que sabe fazer de melhor: jogar fechadinha na defesa, marcando duro e de forma eficiente e saindo rápida para fustigar o adversário. Por sua vez, o Palmeiras pouco fez para sair dessa armadilha.

Com um meio campo sem inspiração, especialmente nas figuras de Marquinhos, Jumar e Sandro Silva (improvisado na lateral), o Verdão conseguiu criar uma única chance de gol, aos 30 minutos, em roubada de bola de Pierre que, no entanto, chutou fraco para fácil defesa de Rogério Ceni. Na etapa final, Luxemburgo tentou alterar o panorama da partida, voltando com Evandro e Ortigoza nos lugares de Willians (um dos poucos destaques da nossa equipe na etapa inicial) e Evandro no de Marquinhos. A posse de bola aumentou, mas continuamos ciscando, ciscando e não criando absolutamente nada em termos concretos.

A entrada de Lenny no lugar de Ortigoza, que se contundiu, deu um pouco mais de velocidade ao ataque alviverde, mas nada de muito animador. Coube a um chute de longe de Cleiton Xavier, um dos mais esforçados, embora sem o brilho de jornadas anteriores, gerar a maior esperança de empatarmos a partida.

A bola bateu na trave e sobrou para o mais uma vez apagado Keirrison recuar para as mãos do goleiro adversário. Eram 42 minutos, e nesse lance, a partida se decidiu de vez, para tristeza de Vanderlei Luxemburgo, mais freguês do que nunca de Muricy Sem Dentes.