Qual o valor desse quarto lugar no Brasileirão?

O Palmeiras estreou no Brasileirão 2008 ainda em meio às comemorações do título paulista, nosso primeiro neste novo século. A derrota por dois a zero contra o Coritiba não era um presságio dos mais animadores. O jogo final, com melancólica derrota por um a zero para o Botafogo em pleno Palestra Itália, deixou a torcida com um gosto amargo na boca. Quarto lugar e vaga para a pré Libertadores. Resumo da ópera, após maratona de 38 jogos: 19 vitórias, 8 empates e 11 derrotas, com 55 gols a favor e 45 contra, saldo positivo de 10.

Nossa largada na competição foi decepcionante. Apenas duas vitórias nas cinco partidas iniciais, sendo o ponto mais baixo a derrota por dois a zero para o time misto do Sport. Tivemos, então, o primeiro grande momento, com três vitórias seguidas: cinco a dois contra o Cruzeiro, dois a zero contra o Vasco e dois a zero contra o Náutico. Só conseguiríamos nova seqüência de três vitórias entre as rodadas 16 a 18, vencendo respectivamente Flamengo (um a zero), Ipatinga (dois a um) e Vitória. Era o combustível que precisávamos para superar uma fase horrível, com apenas duas vitórias em sete partidas, incluindo perder para o odioso time do Jardim Leonor. O primeiro turno acabou com derrota para o Botafogo, por um a zero, no Rio, e o terceiro lugar na tabela, atrás de Grêmio e Cruzeiro.

A primeira metade do segundo turno flagrou o time treinado por Vanderlei Luxemburgo em ótima performance. Tivemos seis vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. A vitória contra o “galo mais lindo do mundo”, na rodada 27, nos levou à liderança do campeonato, posição mantida mesmo após o empate sem gols contra o Náutico, na rodada seguinte. Quem poderia imaginar que nosso combustível terminaria por ali?

O desempenho do Verdão na reta de chegada merece o termo “sofrível” como definidor. Míseras três vitórias (Goiás, Santos e Ipatinga), dois empates (Jd. Leonor e Vitória) e quatro derrotas (Fluminense, Grêmio, Flamengo e Botafogo), sendo nove gols a favor e treze contra.

Vale a lembrança: no turno final, não contamos com Henrique, Valdívia e Wendel. Outros dados interessantes: fizemos 33 gols no primeiro turno, contra apenas 22 no segundo, enquanto a defesa tomou 21 e 24, respectivamente. Isso deve dizer algo…