Prosa Verde: Revolta + Euforia = Classificação Alviverde para a final!

Enganou-se quem achou que a Prosa de hoje seria sobre a vexatória derrota para o Timeco B, de Romarinho e cia. Não, nem quero falar sobre esse joguinho sem-vergonha, onde os jogadores claramente desejavam estar em qualquer canto do planeta, menos ali, enfrentando os reservas do maior rival do clube. Esse assunto virá à tona apenas se (que Deus não permita) não conquistarmos a Copa do Brasil. Então, vamos ao que interessa, fratellada!

À beira de um ataque de nervos!
Poucas vezes na vida, pouquíssimas mesmo, eu joguei uma comemoração de algo pra escanteio em prol da valorização de uma revolta. Pois foi esse o meu comportamento ao ver o apito final do senhor Ricardo Marques, na partida que sacramentou a ida do Verdão à final da Copa. Enquanto a nação esmeraldina pulava, cantava, se abraçava, vibrava com a conquista e gritava impropérios merecidos contra LuxPôker e Juda$30, eu me esgoelava contra mais um absurdo transmitido ao vivo, em rede nacional, protagonizado por quem deveria ser sinônimo de moral e respeito.

Sangue no olho e faca entre os dentes: falta isso
Será, meu San Gennaro, que ninguém, absolutamente ninguém, dentro desse clube tem culhões e sangue correndo nas veias para dar um basta nessa presepada toda não? É duro, pelo menos para mim, falar sobre isso e não xingar centenas de vezes quem trabalha contra o Palmeiras, mas não baixarei o nível. Entretanto, a revolta continua. Vejo, revejo, assisto outras dezenas de vezes e não consigo encontrar nada que justifique a IMORALIDADE do quarteto de arbitragem naquela noite. Os motivos talvez (e provavelmente) sejam escusos, porque visualmente é assunto para o digníssimo Dr. Miguel Nicolelis abordar nos simpósios da vida, mundo afora. Sei bem que é querer tentar justificar o injustificável.

O serviço, mais uma vez, foi feito!
Meter a mão no Palmeiras, hoje em dia, é como fazer arte no colégio e culpar aquele aluno que sempre levava a culpa de tudo, ou seja, simples demais, porque não há consequências, pelo contrário, somos ROUBADOS e ainda ficamos com o papel de chorões, reclamões, vendo o senhor Paulo Schmidt quase condecorar com medalhas de honra ao mérito os safados que estiveram integrando a quadrilha que apitou em Barueri. Mas, pensando bem, as medalhas até que viriam bem a calhar, afinal “cumpriram bem” seus papeis, pondo em prática as ordens e os pedidos de alguém… Aliás, o presidente da CBF entende e muito de medalhas…

“Errar não é humano, depende de quem erra”
O que aconteceu em Barueri foi inaceitável. Ultrapassou todos os limites do racional, transbordou. Não falo apenas pela expulsão absolutamente ridícula do Henrique não, falo pelo conjunto da obra mesmo, os impedimentos bisonhamente assinalados, os cartões amarelos aplicados a Daniel Carvalho e Barcos, quando os dois eram sumariamente caçados pelos gremistas, a conivência e passividade com a violência covarde e gratuita do Grêmio, em consequência disso a não expulsão de meio mundo de gaúchos que abusaram de botinadas e pancadaria, casos de Werley, Gilberto Silva, Pará e Kleber, enfim.

Acredito ser humanamente impossível conceber tantos erros em uma noite só e por parte de toda a arbitragem, incluindo o quarto árbitro, que vez por outra intercedia sempre contra o Palmeiras. As atitudes de quem deveria punir agressões e proteger a quem queria jogar futebol foram terríveis, horrendas, bizarras e mais uma centena de adjetivos cabíveis no contexto.

“Não foi por mal, não foi por nada, nada foi por acaso”
Parem um pouquinho para pensar e reflitam: a troco de quê o assistente Márcio Eustáquio S. Santiago (Fifa/MG) chamou por várias vezes o árbitro Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG) pedindo insistentemente para o mesmo excluir Henrique da partida, sendo que não havia nenhuma razão vista dentro de campo? Por que o quarto árbitro teria “dedurado” o zagueiro palmeirense e somente depois de ir e vir à lateral de campo outras vezes é que Ricardo Marques resolveu aplicar o cartão vermelho? Gente que estava próxima ao acontecido afirma categoricamente ter visto o repórter gambá Carlos Cereto (Sportv) cochichando algo para o quarto árbitro e assistente momentos antes da expulsão. Estranha coincidência, não? Mais “estranho” é saber que Henrique era a grande novidade nesse atual esquema palmeirense, que fez a diferença nas partidas. Logo ele ser expulso?

Como de costume: silêncio na imprensa
O certo é que seja quem for o responsável por toda essa perseguição implacável ao Palmeiras, uma hora dessas deve ainda estar gargalhando por ter assistido a mais um revoltante capítulo da arbitragem nacional transmitido para quem quisesse ver. E por falar em transmissão, a repercussão dos absurdos acontecidos em Barueri foi mínima, ínfima, minúscula, quase inexistente por parte dos veículos de comunicação. O que mais se viu nas mesas redondas (ou do formato do escudo gambá) foram alusões a jogos violentos do passado entre Palmeiras e Grêmio. Beleza, então me mostrem, por favor, alguma imagem que contenha pontapé de alguém vestindo verde e branco na partida da última quinta-feira. Estou pedindo apenas uma imagenzinha só e nada mais.

Um decadente chamado Luxa…
Com o passar dos minutos, comemorei e muito a classificação para a final da Copa do Brasil, mas confesso entristecido que não consegui até agora me conformar com o que aconteceu em Barueri. Minha revolta passa, inclusive, por Porto Alegre, pelo Olímpico, onde reside o mais novo refém de Vanderlei Luxemburgo e seu mau-caratismo, o que motivou todo um grupo a descer o sarrafo vergonhosamente em prol de uma birra do ex-treinador em atividade, decadente, que não se conforma do pé na bunda que recebeu de Luiz Gonzaga Belluzzo, mas não fez o mesmo contra o Flamengo, seu clube do coração e mais um a enxotar o apreciador de carteado.

No campo se ganha jogo, nos bastidores se ganha campeonato
Já disse milhares de vezes aqui e vou repetir o que ouvi de um ex-árbitro Fifa cearense, com quem já conversei várias vezes: futebol não se ganha dentro das quatro linhas apenas, lá são marcados só os gols, mas o jogo de futebol começa muito antes do apito do árbitro. Partidas se ganham nos bastidores, nos contatos, nas ligações, nas pressões, na escolha do árbitro e dos assistentes. Se um clube souber como agir e fazer nos bastidores, já entra em campo com três a zero a seu favor.

Quem não tem pai rico, trabalha pra ser pro filho
Encerro por aqui a Prosa Verde de hoje, ainda bastante REVOLTADO com tudo isso que acontece com a Sociedade Esportiva Palmeiras, que faz com que pareçamos palhaços, babacas, não por torcer Palmeiras, mas por não querer acreditar que ninguém nesse Brasil, fora a nação palestrina, estará torcendo para o Verdão levar a taça. Absolutamente ninguém. Mesma situação acontece com nossos rivais na Libertadores, porém, a abismal diferença é que eles têm força nos bastidores, nas confederações, já nós…

Mas a esperança é verde e é com ela que estou agarrado, mais do que nunca!

Abraço a todos!