Prosa Verde: Problemas…muitos problemas e poucas soluções

Bom dia, boa tarde e boa noite, queridos e nobres companheiros palestrinos, gente que tem o coração esverdeado por uma paixão transcende até os limites da própria razão, a paixão pelo Palmeiras, algo impossível de se mensurar e desnecessário de se tentar explicar, parafraseando um pouco o mestre Joelmir Beting. Ah, já ia esquecendo: nobres, desculpem-me pela falta da Prosa na semana passada. É que foi uma terça-feira atribulada, daquelas e, para completar, a Internet me deixou na mão. Sentiram falta? Pros que sentiram, obrigado, pros que não, obrigado também!

Aquela nuvem que passa, lá em cima… e fica!
Mas vamos logo ao que interessa. Pensei em reaproveitar o texto da semana passada, mas a escapada de mais uma contratação tida como “quase” certa e a história de um atleta que chegou ao treinamento alterado etilicamente praticamente me obrigaram a produzir algo mais recente. Antes de tudo, uma perguntinha: Quando é que essa nuvenzinha carregada, escura, vai abandonar seu posto ali na Turiassu e se mandar de vez, hein? Nem a conquista da Copa do Brasil serviu pra amenizar as crises e mais crises e mais crises…

Mais do mesmo
Bem, primeiramente quero compartilhar toda a minha ira para com mais essa negociação frustrada do Palmeiras. Novamente ouviram-se os termos “encaminhado”, “acertado”, “quase fechado”, “falta só assinar”, entre outros, durante a transação do tal Guilherme, o ex-Lusa que desdenhou do Palmeiras para fechar com a equipe que revelou “luminares” como Lulinha, Dentinho, Betão, Rafael Fefo, Bobô e Bruno Octávio, e por aí vai. E o final você já sabe…

Murro em ponta de faca: tem gente que não aprende
Será, meu bom Deus, meu Santo Cristo, que essas pessoas que comandam o nosso Alviverde Imponente não irão aprender jamais com as constantes pataquadas protagonizadas por eles próprios? Será que os fracassos por não tratar as negociações com sigilo e cautela não servem de exemplo nunca? Quantas e quantas vezes ouvimos os tais termos, declarações quase definitivas e, ao fim de tudo, ficamos a ver navios, com as mãos abanando, chupando o dedo…

O importante é a causa e não o causador
Minha revolta passa longe léguas de ter a ver com a qualidade do atleta em questão, o tal Guilherme, que é bom jogador, com potencial, mas nada sobrenatural. A ira dá-se por mais uma vez ficarmos com o papel de palhaço na história, perante o País inteiro. Se não tem certeza do que está fazendo, se não tem nenhuma garantia, não divulgue, negue, finja que não é com você, e deixe para abrir o champanhe apenas quando o sujeito assinar o documento. E olhe lá. Mesmo assinando já vimos casos de desistência, não é? Agora, é olhar para frente, temos o João Denoni aí, ávido por uma chance, sedento por um espaço. Talento tem, e quem sabe o tempo mostre que não precisamos mesmo dos Guilhermes da vida…

Eu bebo sim e estou vivendo… e sem treinar
Agora, como problema no Palmeiras é que nem coceira em fiofó de macaco, nunca acaba, temos o episódio do beberrão no treinamento. Um atleta, que a organizada diretoria prefere não divulgar (mas que daqui a pouco o nome vazará, não tenho a menor dúvida), foi impedido de treinar por chegar à atividade com sinais embriaguez. Eu não sei quem foi e nem estou aqui para especular, mas o cara deve ter se queimado com o treinador, talvez por isso João Denoni tenha sido relacionado… sei não…

Oh, e agora, quem poderá nos defender?
Um jogador profissional chegar ao seu local de trabalho, em pleno meio de semana, é o fim da picada. Se realmente o jogador foi barrado por estar mamado é caso para se pensar inclusive em demissão por justa causa, ou peguem o sujeito e esfreguem sua fuça no escudo do Palmeiras e lembrem-no de que ele está em um dos maiores clubes do mundo, que essa é uma atitude de moleque, e não de um homem, de alguém que recebe e muito bem para trabalhar. Algo precisa ser feito, mas quem o fará?

Só não podemos crucificar totalmente porque, como é sabido por todos, a imprensa adora amplificar tudo o que acontece de ruim na Academia, inversamente proporcional aos fatos positivos. Esperamos que isso não seja também mais uma “muleta” para o time sair derrotado no próximo jogo, contra o remendado Menguinho, de Pilantrícia Tamborim, e a gente ter de ouvir coisa do tipo “o caso mexeu com o grupo”. Sejam homens, vençam o jogo e pronto. Sem mimimi, sem blá blá bla.

Alguém aí? Diga o que acha…
Pronto, já chega, escrevi demais, talvez ninguém chegue até este ponto da Prosa por ter dormido antes, mas se chegar eu agradeço por demais a paciência, e reitero que os comentários estão aí para quem discordar do que foi dito (ou escrito, como queiram), debater, analisar, contrapor, questionar, enfim, valorizem a democracia mondista.

E um pequeno lembrete: nossa Arena está ficando espetacular, vocês já viram as últimas imagens? Um projeto monumental, limpo, isento de maracutaias e falcatruas… Obrigado, Deus, por me conceder a honra de fazer parte do lado bom (e verde) da história!

Abraço a todos!