Prosa Verde: Pelo fim da “Baruerização” dos mandos de campo

Após o meu casório e alguns dias desligado do que se passa na Sociedade Esportiva Palmeiras (mas peguei uma folguinha com a patroa na lua de mel e vi Palmeiras x Paraná, obviamente), volto com a Prosa Verde, que hoje é dedicada ao que podemos chamar de “Baruerização” dos mandos de campo do Verdão.

Foi assim que tudo começou…
Tudo começou quando Andrés Sanches, ex-mandatário do ‘Virgin of the Americas’, se desentendeu com Juvenal Juvêncio (ou Juju Black & White), presidente do SPFW, se digladiaram feio nos bastidores e romperam relações. Mas eu dou um doce para quem disser quem entrou de gaiato, gratuitamente, nessa pendenga e se deu mal… só se deu mal…

Parceria ‘caracú’ (semelhante a da Traffic)
Exatamente. O nosso querido, estimado e sofrido Palmeiras, que se aliou ao seu arquirrival, em uma daquelas parcerias ‘caracú’ (quem não souber do que se trata, pesquisa aí, pô), abandonou os jogos no Morumbi e passou, após a reconstrução monumental e isenta de dinheiro público do Palestra Itália, a perambular por inúmeras praças esportivas de São Paulo (e não DO São Paulo).

“Pacaembu é a casa deles”… Será mesmo?
Felipão, aquele mesmo que ao vencer por 4 a 0 preferiu meter o aço na diretoria e nos “Juquinhas” da vida, já externou que não gosta por fina força do Pacaembu, e que os atletas compartilham da mesma opinião. Então abandonamos também o Pacaembu, pois lá é considerada a casa do Marginal Sem Número, mesmo o Palmeiras sendo o maior vencedor do estádio. Vai entender…

Eu ‘Baruerizo’, tu ‘Baruerizas’…
Então qual a solução encontrada pelos “gênios da raça” que gerem o Gigante Verde? Isso, você já sabe. Recomeça aí a “Baruerização” do Palmeiras, que passará a mandar seus jogos do Brasileirão (e possivelmente da Copa do Brasil como contra o Paraná) na Arena(?) Barueri, há aproximadamente 30 km (é isso mesmo?) de São Paulo. Me respondam se isso não é tratar o torcedor, maior patrimônio do clube, como gado? Um disparate, sacrilégio palestrino.

A conta sobra para quem?
O palmeirense é um dos torcedores que paga o ingresso mais caro do País, é talvez o que mais consome produtos licenciados pelo clube, o que mais adquire os famosos pacotões de TV por assinatura, sem dúvida o mais apaixonado de todos. Mas quem aguenta ficar se deslocando até Barueri, gastando combustível (ou com outras conduções), pagando pedágio, arriscando-se na favela onde se encontra o estádio, para acompanhar uma equipe bisonha, mal escalada e sem esquematização tática (apesar de quase dois anos de comando do Professor Scolari)?

“Um mais um é sempre mais que dois”
Entendam, diretores do Palmeiras: Há uma diferença abismal entre ser apaixonado e bancar o idiota. Nós somos alucinados pelo Palmeiras, mas não tontos, tolos, babacas, burros de carga ou jumentos de lote. Não está na hora de acabar de uma vez por todas com essa bobagem de não mandar jogos no Morumbi? “Ah, mas o Morumbi é do São Paulo” ou “Ah, mas em Barueri o time não paga aluguel…”, dirão alguns. Eu respondo então que em Barueri a torcida não vai, a renda é baixa, o time não tem apoio, a não ser que a equipe fosse algo de encher os olhos, o que não é o caso. Então qual a grande vantagem de economizar assim? E por ser no Morumbi, também já ganhamos muito no palco rosa.

O torcedor é também um consumidor, precisa ser amplamente valorizado, tratado com respeito e dignidade, precisa ser ouvido, pois nós somos a alma do Palmeiras, nós somos o que há de melhor no Palmeiras, todos passam e a torcida continua, sempre continuará, a empunhar e desfraldar a bandeira alviverde, a vestir o manto sagrado esmeraldino, a cantar e vibrar pelo Verdão…

Pelo fim da briga que nem é nossa
Deixem essa quizumba com o São Paulo de lado, afinal quem brigou com eles e quem vem se dando bem com tudo isso é o futuro dono do Itaquerão (ou Governão, como queiram), e não nós, portanto voltem a mandar os jogos no Morumbi, perto da torcida, que facilite o acesso dos milhares de apaixonados que vestem verde e que amam essa entidade, diferentemente de quem a gere…

Até a próxima
Fim da Prosa de hoje, terça que vem tem mais e garanto que não falharei outra vez aqui… Ah, e antes que perguntem: Sim, ao deixarmos de atuar em Barueri, entrará em vigor o processo de “desbaruerização” (de fazer inveja a Vicente Mateus…) do Palmeiras, mas não necessariamente começará a “Morumbização”, porque aí já é com o pessoal do outro lado do muro!

Abraço a todos!