Prosa Verde: O Palmeiras precisa de nós e ele pode contar conosco!

Bom dia, boa tarde e boa noite, queridos amigos e companheiros mondistas, gente que não larga o osso nem nas piores situações, como agora, uma gente de garra, defibra, de raça, que tem a alma palestrina e sangue verde correndo pelas veias. Garra. Fibra. Raça. Alma. Estranhamente, o que tem sobrado na torcida tem faltado nos caras que nos representam em campo.

Sei, muitos dirão que não tem faltado tanto assim, que jogamos bem contra o Sport e que atuamos bem contra o Atlético-MG, apesar da sapecada que tomamos em BH. Concordo e discordo, e explico o porquê. Nas últimas partidas, de fato, o esquadrão de Scolari tem tentado bem mais, buscado o gol a qualquer custo, mas esbarra na famosa falta de qualidade (e de sorte também) e organização.

Concordo com tudo isso. Os caras sentiram a energia da torcida no embate contra os pernambucanos. E foram à luta. Porém, entretanto, todavia, a garra, a fibra, a raça e a alma poderiam ser em doses cavalares e não homeopáticas. Tudo poderia ser mais duradouro.

Falta acreditar mais, se doar mais, não desistir tão facilmente, correr alguns metros a mais, usar aquele fôlego extra. Falta olhar para as arquibancadas, nos olhos de quem está lá se esgoelando e apoiando, ejogar por eles. Por todos nós.

Esse time que hoje está aí, precisando conseguir, no mínimo, 21 pontos para ficar de fora da degola, é o mesmo que meses atrás dava a volta olímpica em Curitiba, festejando a tão esperada Copa do Brasil. E cá estou eu, novamente, falando em Copa do Brasil, em título.

Insisto nisso, sim, porque hoje precisamos nos apegar aos detalhes positivos, aos momentos de glórias e conquistas, ao que nos pode ajudar, e não ficar apenas assistindo e remoendo jogos de 2002, quando caímos, escutando músicas depressivas, pensando em pular de um prédio… como se isso fosse resolver algo.

Ontem ouvi de um torcedor da Marginal sem Número, em uma fila de banco dessas que parecem intermináveis, o seguinte diálogo: “Cara, sou corint… mas o Palmeiras não está jogando futebol pra ser rebaixado e está na zona. Já o Flamengo está jogando um futebolzinho de Série B, mas está fora da zona”. O comparsa… digo, amigo do sujeito, completou: “O Palmeiras não cai, o Flamengo tem muito mais chances, os caras tem o argentino que faz gol [Barcos], o tal do Valdivia que joga muito, o Felipão chama a “responsa”, eles não vão pra Segundona”.

Confesso que ouvir isso de rivais me animou mais ainda, porque até eles sabem do nosso potencial (que não é lá uma Brastemp, mas o suficiente pra não descer), potencial esse que muitas vezes é esquecido, inclusive por nós, pelos jogadores, pelo treinador…

Sério, mesmo com Patrik, Luan e afins, somos piores que Atlético-GO, Figueirense, Sport, Bahia, Coritiba, Portuguesa ou Flamengo? Na minha humilde opinião, temos mais time que esses e vários outros da competição, então depende de uma palavrinha só: querer!

É hora de arregaçarmos as mangas, porque nem tudo está perdido, e irmos pra cima de um Vascocabisbaixo, desanimado, trôpego. Sei que esses são ingredientes que, sendo comos rivais, nos dá mais medo ainda. Sei bem.

Porém, é um jogo que, rodadas atrás, seria teoricamente muito mais complicado, hoje é algo bem possível chegar em São Januário e bater o Vasco. Sim, nada anormal.

Depois disso teremoso clássico, contra o Nome Feio, com maioria no Pacaembu, que não é a casa deles. Nunca foi. Mais um jogo-chave. Foi após o clássico contra eles que a coisa desandou, lembram? Quem sabe contra eles comecemos nossa retomada…

Enfim, sei que a Prosa de hoje não foi lá grande coisa, podem dizer, eu aceito. Só que vale agora é o seu apoio, sua energia, não é vergonha pra ninguém estar ao lado de um ente querido, que está precisando muito de apoio, de força, de que lhe seguremos a mão e digamos: “Fique tranquilo, estamos aqui, ao seu lado”.

Vergonha é abandoná-lo quando ele mais precisa, isso sim é motivo para não conseguir olhar nos olhos de outro palestrino. Vamos até o fim com o Palestra, o mesmo que nos fez chorar com a Copa do Brasil, de tanta alegria!

Mas que uma coisa fique bem clara aqui: sair dessa situação não merece nenhum tipo de comemoração ou celebração. É uma obrigação do Palmeiras não cair, é um dever,dos atletas, da comissão técnica e da diretoria (se é que existe uma…).Estamos apoiando incondicionalmente para que a tragédia não se confirme, mascom lucidez. Que sirva de lição, apenas, e não de “muleta” política ou algo do tipo. Estamos de olho, no campo e fora dele!

Abraço a todos!