Prosa Verde: Não há tempo para mais nada. Agora é vencer a qualquer custo!

Bom dia, boa tarde e boa noite, queridos palestrinos do Brasil e do mundo, gente que não perde a esperança nem quando a situação se mostra extremamente complicada, dificultosa, como essa que estamos passando nesse momento. Como já foi repetido centenas de milhares de vezes aqui: ser palmeirense é mesmo coisa para profissionais.

Derrota na hora errada… e logo para elas!

O clássico contra as meninas era um degrau considerável nessa subida para a fuga do rebaixamento. Não conseguimos subir, e pior, perdemos feio, caímos sem jogar absolutamente nada, entregamos uma vitória importantíssima nas mãos de um arquirrival, desperdiçamos uma chance de ouro de encostar nos clubes que estão acima. Agora a tarefa ficou ainda mais árdua.

Na base da humildade

Gilson Kleina, que até então vinha sendo perfeito, escalou mal, errado e mandou a campo o rechonchudo Daniel Carvalho para que pudéssemos ter mais posse de bola no campo adversário. Kleina errou e foi humilde suficiente para assumir que se equivocou e chamou para si a responsabilidade do mal resultado, apesar de a culpa não ser sua por inteiro.

Está vendo aí, senhor Scolari, como se faz? Errou, pede desculpas e assume a bronca. Simples e prático. Mesmo errado (e errando), Kleina subiu ainda mais no meu conceito por dar a cara a tapa e não aparecer na coletiva com frases do tipo: “Escalei bem, mandei quem tinha de mandar para o jogo, mas foram eles quem não conseguiram entender o que eu queria. Perdemos. Obra do destino”. Isso é passado. Parabéns, Gilson, pela postura, a torcida apoiará a quem errar tentando acertar.

O que há com você, Valdivia?

Mondistas, agora um assunto chato. Juro que eu não sei mais o que pensar de Jorgito Valdivia. Tento defender, compreender seus problemas, enxergar sua importância dentro do time, do clube, mas está sendo difícil aceitar. Não estou dizendo que o ‘Mago’ seja responsável ou culpado por tantos problemas físicos. Não é isso. Mas é extremamente brochante para um torcedor passar anos acreditando que o cara fará a diferença em um jogo importante, em um clássico, esperar e se deparar com atuações pífias e lesões justamente nesses momentos. São várias em clássicos.

Repito: não estou depositando aqui toda a culpa no nosso camisa 10, acreditem, mas deixo um questionamento: se o que está acontecendo com o chileno fosse com qualquer outro jogador, a torcida teria tanta paciência assim? O torcedor aceitaria numa boa? O certo é que a ‘parmerada’ em geral está perdendo (ou perdeu) o encanto pelo atleta por falta de “decisividade”, como diria Adenor Bachi, um treinador de um certo time da Marginal. Será que ainda podemos confiar em Valdivia? Esta é a pergunta que não quer calar…

E por falar em Valdivia, tomara que a bruxa não tenha voltado à Academia de vez. O saldo (ou o prejuízo) do último clássico, além da derrota acachapante. é justamente Valdivia, com uma lesão ligamentar, e agora Juninho, que ficará de molho por um tempo.

Próximos desafios: ou vai ou racha… ou urubu vira borracha!

Agora não nos resta muito tempo para pensar. Teremos pela frente Coritiba, Bahia e Náutico, jogos que decidirão a nossa vida na Série A. O primeiro em casa e os outros dois fora de nossos domínios. Na próxima rodada, teremos o Coxinha, em Araraquara, e nem preciso dizer que perder ou até empatar está expressamente proibido. Pra continuar sonhando com a permanência, tem de ser três pontos.

Sport e Bahia, dois clubes que ainda estão à nossa frente, enfrentarão Grêmio e Fluminense, jogando em casa, respectivamente. Como seus adversários estão brigando pelo título, supõe-se que estes sejam derrotados (é o que esperamos), apesar de contarem com o apoio da torcida. Esses precisam levar umas lapadas para nos ajudar.

Foco no Coxinha, para faturarmos uma vitória!

Não há tempo para errar, não é momento de mudar o foco, a partida contra o Coritiba tem o mesmo (ou mais) peso que a final da Copa do Brasil, pois pode ser decisiva para o restante da temporada e para o projeto de 2013. É hora de esquecer as dores, deixar de lado os medos e partir para o tudo ou nada. Uma batalha por vez. Vencer nossos compromissos e rezar para que San Gennaro (e os Deuses do Futebol, se é que eles existem) estejam nos iluminando.

Todos os corações alviverdes estarão unidos por um único ideal: evitar mais um vexame em nossa gloriosa história que seria o rebaixamento. Que venha o Coritiba, venha quente, porque nós iremos fervendo!

Uma outra dúvida: Para quem o Alex torcerá nessa partida, hein?

Abraço a todos!