Prosa Verde: Jogar por produtividade? Eu poderia tentar… pra fugir do rebaixamento!

É, meus ilustres companheiros palestrinos, que, assim como eu, estão vendo a nau palmeirense à deriva, em alto-mar, rumando para a queda d’água. A situação está ficando complicada, não adianta esconder, tapar o sol com a peneira, pelo contrário, fingir que nada está acontecendo só piora a situação. Em 2002 eu vi e ouvi coisas bem parecidas com as de hoje em dia, e terminamos aquela competição… bem, vocês sabem como.

Pelo primeiro parágrafo da nossa Prosa evidentemente você deve estar pensando nesse exato momento: “Pôxa, vamos falar novamente de rebaixamento, dessa situação e etc”. Errou. Só que não, como dizem por aí. O perigo de irmos para o inferno da Série B é uma realidade e tem que ser encarado como tal, entretanto prefiro ver a coisa da seguinte forma: uma batalha de cada vez, três pontos por vez, não adianta pensar em ganhar 27 pontos, sem antes ganharmos os próximos três. Concordam?

E os próximos três serão exatamente contra um adversário que, nos últimos tempos, tem tido um enorme prazer em tentar atrapalhar a nossa vida: o Sport. Ou Cadela de Peruca, que eu acho bem mais engraçado! A nossa reação precisa começar a partir de agora, contra eles, em casa, sem direito a tropeço ou “noite infeliz”. Bem, esse é o nosso pensamento, mas será que é o do grupo palestrino? Será que o elenco pensa e quer dar essa volta por cima? Eis o X da questão.

Corre à boca miúda no Verdão que o César Sampaio já não sabe mais o que fazer com a história do “dedo-duro” que circulou pelas alamedas da Academia. Quando digo circulou me refiro ao burburinho, porque o tal “X-9” parece ainda estar no Palmeiras. A dúvida pairou sobre Acaz Fellegger, agente de Felipão, que seria o entregão, onde jogadores estariam com extremo mau gosto em compartilhar assuntos, digamos, do grupo na frente do empresário. Sampaio averiguou e se certificou de que Acaz não seria o vazador. Quem será então?

Isso eu não sei, como também não faço a mínima ideia de quem foi a “sacada” de trazer o veterano lateral Leandro “Buchecha” novamente para o Verdão. Sério, até gosto do Leandro, um jogador alto-astral, bom de grupo, que nos ajudou em outra época, mas daí a trazer o boleiro para um time do tamanho do Palmeiras, na situação em que nos encontramos, alguém que estava parado, que não está com ritmo de jogo e que nem o Vitória, seu clube do coração, quis? É, no mínimo, estranho, não?

Leandro pode até repetir o que aconteceu com Marcos Assunção, que estava encostado por aí e, ao chegar ao Alviverde Imponente, surpreendeu e se tornou peça-chave no esquema do Felipão, porém, a chance de ser mais um fiasco é do tamanho da incompetência dos que dirigem a Sociedade Esportiva Palmeiras, protagonizando a pior administração de todos os tempos no clube.

De qualquer forma, seja bem-vindo, Buchecha, que arrebente, jogue muito, surpreenda e me faça queimar a língua. Assumo quando erro e todos aqui são testemunhas. Mas essa eu estou pagando pra ver. Talento o Leandro sempre teve, resta saber se ainda tem condições, pernas.

Aliás, como no Palmeiras não se fala em outra coisa a não ser buscar reforços baratos, investimentos minúsculos e contratos por produtividade, eis na imagem do post a capa do meu DVD caso queiram me contratar também. Enviarei cópias para os senhores Roberto Frizzo e Arnaldo Tirone para que os grandes entendidos possam analisar e, sei lá, dar uma chance de mostrar o meu talento futebolístico. Prometo que dedicação, amor à camisa, bom-humor e esforço não irão faltar.

Ajuda aí, rapaziada, se eu for contratado e fizer um gol, comemoro levantando uma bandeira de Mondo Verde e ainda prometo dar entrevistas exclusivas para a Web Rádio Verdão! Aceito jogar por produtividade, mas só recebo em reais e à vista, porque não confio em certas pessoas… Flávio Canuto será meu empresário, Raul Bianchi o gerente da minha carreira e Fabian Chacur meu assessor de imprensa. Tô bem de bastidores, hein?

É, queridos companheiros verdes, é rir para não chorar. Brincadeiras a parte, o que não podemos é perder as esperanças ou entregar os pontos. Nosso Palmeiras precisa, mais do que nunca, de nós, da nossa torcida que canta e vibra, e é justamente agora que a nossa voz precisa ouvida, nosso incentivo precisa ser sentido e a nossa energia absorvida.

Torcer e comemorar o título da Copa do Brasil é mole, quero ver aguentar o tranco na briga para não cair. Vocês estão comigo? Então vamos juntos, nessa corrente! Mas caso queiram me contratar, meu endereço e telefones são…

Abraço a todos!