Prosa Verde: Há males que vem para o bem… Acreditem!

Bom dia, boa tarde e boa noite, queridos palestrinos de todo o Universo, que não são poucos ou estão diminuindo como a ideia que a imprensa insiste em vender e que muitos de nós acaba comprando. Não, a torcida não está diminuindo, fratellada. Pode até não estar aumentando tanto quanto deveria, mas diminuindo não está, pode acreditar!

Bem, a Prosa não foi ao ar ontem justamente por conta do jogo da Sul-Americana (jogos em dia de terça-feira parece coisa de Série B), daí resolvemos deixar para hoje e abordar também a eliminação alviverde. As opiniões se dividem, eu sei, uns comemoraram a desclassificação visando o foco exclusivo no Brasileirão, outros queriam a continuidade na competição vislumbrando um novo título em 2012. Mais há males que vem para o bem, espero que nesse caso se confirme o dito popular.

Confesso que eu não vou nem tanto ao céu e nem tanto ao inferno. A Sul-Americana não é prioridade hoje, mas poderia ser amanhã, se caso (toc toc toc) o Palmeiras não tivesse mais chances de sair do Z4 e a Série B fosse algo inevitável. Porém, entretanto, todavia, como ainda temos chances consideráveis de escapar da degola, pode ser que a eliminação agora não seja algo tão ruim assim, afinal, temos um elenco reduzido, no limite, sem falar nos desfalques.

O certo é que o time, ou o que sobrou dele, poderia ter saído da Colômbia com a sacola ainda mais cheia. A defesa não se encontrou e talvez nunca se encontre, já que um sistema defensivo composto por Artur, Leandro Amaro (pênalti de letra) e Juninho, atletas que não reúnem talento para envergara nossa gloriosa camisa, não sairia ileso nem jogando contra o meu querido Limoeiro FC, da terceira divisão cearense. Isentaria apenas Bruno, que fez uma boa partida (apesar de eu não achar que seja um goleiro do tamanho do Palmeiras), e Thiago Heleno, que passa segurança quando joga em um time bem montado.

Samuel Rosa, da banda mineira Skank, vez ou outra, canta: “O meio-campo é o lugar dos craques…”. Ele definitivamente mudaria drasticamente sua letra se assistisse Márcio Araújo, Patrik e Daniel Carvalho reunidos em um mesmo pedaço de campo. Tubarões de mordam, como diria Popeye, o que era aquilo? “Boa Gente” errando todos os passes possível (e impossíveis), Patrik sem função alguma, e o Barrilzão andando, carregando o peso (trocadilho: faça o seu aqui) de ser o armador… Não dava.

Do setor ofensivo, pra variar, o único que conseguiu fazer algo de útil foi o Pirata, puxando marcação, abrindo espaços e, quando dava, arriscando e assustando. Só que ao seu lado de Hernán Barcos estiveram Mazinho, Obina, Luan e Betinho. Preciso dizer alguma coisa? Creio que não. Vale ressaltar que os camisas 11 e 25 estão fazendo hora extra no clube, concordam ou não? Um conseguiu ser estupidamente expulso e o outro lutou com todas as forças para receber o vermelho, mas o juizão, que deixou a pau cantar do lado gringo, não quis aplicara regra.

Enfim, remendado do jeito que foi, saiu até barato os três a zero. E isento também, ao contrário de uma parcela da torcida, o técnico Gilson Kleina pelo “Fracasso em Bogotá”. O treineiro explicou, ainda antes do jogo, que não dava para cobrar padrão tático dessa formação, os motivos nem necessitam ser explicados e, como já suspeitávamos, Kleina entende que a Sul-Americana, nesse momento, seria como o Corrêa de primeiro volante: mais atrapalha que ajuda. Não dá para ser milagreiro, ainda mais que com os jogadores que a ex-comissão técnica não quis inscrever. Denoni, Vieira, Wesley…

Pronto, não temos mais a preocupação com competições paralelas, é hora de foco total no Brasileirão, porque a tarefa é árdua, mas não é impossível. O Internacional não tem mais nada no campeonato, vive dias de crise, torcida pichando muro e implorando pela saída do treinador e de alguns atletas. Isso lembra um certo clube que nós conhecemos muito bem, não? Precisamos, agora mais do que nunca, quebrar esse tabu incômodo, vencer no Beira-Rio e encostar de vez no Bahia. Não há o que pensar.

Antes que eu esqueça, quero parabenizar (acabei de levantar da cadeira e aplaudir) ao Conrado Cacace pela participação histórica em Rádio Mondo Verde. Simplesmente Espetacular. Abriu os olhos de muita gente que, com eu, não sabe de tudo o que acontece no interior da entidade, os conchavos, o descaso de muita gente que não está nem aí para o futuro do nosso futebol, e por aí vai. Parabéns, Conrado, e que o grupo siga lutando porque a vitória de vocês é a nossa vitória, é o bem do Palmeiras que está em primeiro plano. O planejamento sugerido pelo convidado era tudo o que precisávamos…

Valeu, mamíferos verdes, só nos resta apoiar e estar junto ao time nesse momento de incertezas, ele precisa de nós e sei que a nossa torcida, diferentemente de algumas por aí, não deixa o time na mão em situações desse tipo. Avante Palestra, somos gigantes, somos Palmeiras, somos campeões. Não merecemos outro rebaixamento…

Abraço a todos!