Prosa Verde: Estaremos com o Palmeiras sempre, essa é a única certeza!

Eu juro que, por mais de vinte vezes, tentei dar início a Prosa de hoje, mas não consegui. Fiz, refiz, li, reli, escrevi, reescrevi, e não consegui. Queria que fosse algo motivacional, que passasse força a quem estivesse lendo, que transmitisse o otimismo que me é habitual. Não consegui. Queria poder estar aqui, dizendo como sempre que vai dar certo, que nossa missão será um sucesso e que no fim comemoraremos. Mas não consigo.

Não consigo, nobres palestrinos, por não acreditar que Tirone e Frizzo, os famigerados B1 e B2 (e esse meu “B” não é de banana…) sejam capazes de algum feito benéfico ao Alviverde Imponente, por duvidar que a essa altura do campeonato eles já não estejam com o rabinho entre as pernas, ligando um pro outro, na calada da noite, dizendo: “Ei, a situação está ficando ruim, complicada… Não, não me refiro ao time, quero que o time vá pra casa do chapéu, estou falando da nossa reeleição!”

Eu não sei o que pensar, o que dizer, como agir. Apoio não faltará até o final, porque jamais abandonarei (ou abandonaremos) o Palmeiras, mesmo que essa seja a única certeza que tenho nesse momento. Entretanto, quanto a acreditar em um milagre já é outro departamento. A cabeça me diz que é hora de começar a pensar em 2013, em como será disputar uma Libertadores estando na Série B. Já meu coração, alviverde e apaixonado que é, acelera a cada projeção de ganhar aqui, o concorrente perder ali, chegar no fim com uma diferença mínima e reverter na última rodada. O coração nunca deixa de acreditar.

Mas como é que se continua acreditando em um time que, quando mais precisa vencer e faturar pontos preciosos, perde três partidas seguidas, duas delas para adversários diretos na briga, clubes de menor expressão, como Coritiba e Náutico? Como acreditar que toda essa desordem resultará em um milagre no fim? Como não chorar ao ver jogadores medíocres destruindo e sepultando as últimas chances que temos? Como não baixar a cabeça ao saber que havia, no clube social, conselheiros “abrindo champanhe” na frente de todo mundo, celebrando o péssimo momento e o iminente risco de rebaixamento?

Mas como duvidar de um clube que lutou contra adversidades muito maiores para se manter de pé, vivo, durante as perseguições implacáveis dos queriam vê-lo destruído? Como duvidar da força dessa torcida, que empurra, que canta, que vibra, que exala uma força descomunal, uma energia que não se encontra em outro lugar? Como duvidar do maior detentor de títulos do futebol nacional e de sua hegemonia? Já revertemos coisas piores e ainda dá tempo de sair desse buraco, é difícil, mas ainda há tempo hábil para tal feito. Basta querer e acreditar!

Razão ou emoção? Cabeça ou coração? Quem vai prevalecer no fim dessa história? Isso só veremos depois, porém, no final dessa história, estaremos nós, seja sorrindo ou chorando, mas sempre ao lado da Sociedade Esportiva Palmeiras, porque essa é mais uma das poucas certezas que temos sobre o futuro. Ah, e por falar em futuro, que tal aproveitarmos o desfecho dessa história para começarmos a mudar a história do Verdão daqui para frente?

Sim, porque em meio a euforia de escapar ou envolto de tristeza pelo rebaixamento, independente de qual for o último capítulo de 2012, esse seria o momento ideal para uma revolução dentro do clube, a deixa para expurgar todo e qualquer transeunte dentro da Academia que não trabalhe em prol do Palmeiras, e a lista é longa. Não acredito ser utópico ao extremo, já que a História nos conta que ditaduras acabaram, impérios ruíram e líderes foram depostos de seus tronos, aí lhes pergunto: Por que não pode acontecer no Palmeiras?

Se nós pararmos para pensar, é possível sim, pois a torcida é o que move esse clube, é a engrenagem que faz tudo funcionar, sem nós, a máquina para, não trabalha. Nós, o povo, temos o poder nas mãos, se a nação alviverde realmente quiser, se unir em busca do mesmo ideal, do mesmo objetivo, não há Mustafá, Avallone, Del Nero, Tirone ou seja quem for que segure a nossa força. A torcida é a dona da entidade, mas tem que reivindicar.

Bem, meus prezados, o papo está bom, mas a Prosa vai ficando por aqui. Compreendo quem está acreditando piamente que escaparemos, como também entendo quem enrolou a bandeira, guardou-a na gaveta e irá esperar 2013. Ninguém nesse momento, fora as pessoas (dirigentes, conselheiros, ex-técnico, jogadores) que já conhecemos, é digno de crítica, porque o clube precisa de nós, mais do que nunca, então nos unamos. Ah, e sobre a revolução no clube, já podia ser arquitetada mesmo sem saber como será o desfecho dessa história.

Hoje temos Bahia pela frente. Alô “Jorginus Mitchell”, dá uma força pro seu clube do coração, vai?

Abraço a todos!