Professor Dorival se foi. Omar e o CEO também. Ficou a esperança.

Ufa! Parece que podemos ter esperanças por um 2015 melhor para o Palmeiras. Além do treinador, o gerente de futebol Omar Feitosa e o CEO Brunoro também foram demitidos na noite desta segunda-feira.

Nos últimos anos (ou décadas), decisões como essa demoravam semanas para serem tomadas e anunciadas. É impossível inciar o planejamento para o próximo ano sem antes retirar as peças que não farão parte dele.

Paulo Nobre acertou ao agir prontamente. O professor Dorival foi uma decepção desde o início, ao se curvar à “turma do pagode”, preterir os argentinos e ao recusar a divulgação de uma lista de dispensa, que era necessária para limpar as laranjas podres do elenco.

Poucos apostavam que ele fosse ficar para a próxima temporada, mas como no Palmeiras dos últimos tempos quase tudo é possível, sua demissão trouxe um enorme alívio.

Seu substituto? Essa é uma decisão difícil e que deve ser tomada após a chegada do diretor de futebol. Escolha o seu favorito:

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O CEO Brunoro foi mais uma da série “síndrome da ex-namorada” que o torcedor palmeirense adora cair de vez em quando (a bola da vez agora é o Cleiton Xavier) e estava apenas esperando a sua demissão.

Brunoro fez um ótimo trabalho durante a era Parmalat e vivia no imaginário palmeirense como sendo “o cara certo para colocar o Palmeiras nos trilhos”. Todos (inclusive eu) sonhavam com o seu retorno, mas aquele Brunoro dos anos 90 não existe mais.

Logo que assumiu o cargo, com o caso Barcos, o cartola mostrou que não estava preparado para atuar no futebol moderno e perdeu a confiança de Paulo Nobre. Para mim, um dos grandes erros desta gestão foi mantê-lo até o final.

O favorito para assumir o cargo é o Alexandre Mattos, diretor de futebol do Cruzeiro. Torço para que ele comece a trabalhar logo e tenha autonomia (além de um orçamento decente) para que possa fazer um bom trabalho por aqui também.

Já o Omar Feitosa foi uma aposta que não deu certo. No entanto, o Palmeiras não é um lugar para apostas.

Feitosa não tinha experiência como gerente de futebol, não era respeitado pelos atletas, ia muito mal nas entrevistas e a sua presença na Academia de futebol era questionada há muito tempo.

Bem, era exatamente isso que a torcida esperava, mas ainda é pouco.

A torcida, que já está calejada por tanta incompetência, vai continuar cobrando uma limpeza desse elenco e a expulsão dos ratos, ratazanas (e até gambás) que infestam vários departamentos importantes do clube.

Abraço a todos!