Permanência de Barcos é óbvia e tem de ser concluída logo

Enfim o Palmeiras começa a planejar o seu 2013. Os passos ainda são tímidos, mas estão sendo dados. Entre todas as diretrizes que precisarão ser tomadas para que o nosso amado Alviverde Imponente possa dar a volta por cima no cenário do futebol nacional a partir de 2013, uma delas precisa ser tomada de imediato: a permanência de nossos melhores atletas.

E nessa verdadeira tropa de elite que nos servirá de espinha dorsal para formarmos um elenco forte e versátil se destaca Hernán Barcos. Contratado no início de 2012 sob desconfiança de alguns, o atacante argentino provou que é mesmo do ramo. Rapidamente, tornou-se ídolo da torcida, além de até superar a promessa que havia feito de fazer 27 gols na temporada, atingindo a ótima marca de 28 tentos.

Com a queda alviverde rumo à série B do Brasileirão em 2013, criou-se um clima de que um jogador como esse naipe não se submeteria a atuar em uma divisão inferior do futebol tupiniquim. O próprio jogador deixou no ar a possibilidade de sair em alguns de seus comentários, deixando os torcedores com a pulga atrás da orelha.

O tema pode ser analisado sob vários ângulos, e vamos a alguns deles. Logo de cara, vale lembrar que o contrato assinado pelo Pirata assegura que ele permanecerá por aqui até o início de 2015, e está em vigor. Logo, para que ele vá vestir outra camisa, é preciso que o Palmeiras receba um valor bem significativo em troca. Não parece provável que essas propostas surjam em um futuro próximo.

Uma parceria precisa ser boa para os envolvidos nela, e no caso Barcos/Palmeiras esse ano inicial não poderia ter sido melhor. O goleador de 28 anos conseguiu a maior exposição profissional de sua longa trajetória, que lhe valeu inclusive as primeiras convocações para a seleção argentina, sonho antigo que só agora ele concretizou. Para quem pensava em tentar a seleção equatoriana…

O Verdão, por sua, vez, ganhou um artilheiro que há muito não possuia, e que lhe ajudou a conquistar a Copa do Brasil e até mesmo de minorar um pouco o vexame do segundo rebaixamento à série B do Brasileirão. Como dizia o outro, “em time que está ganhando não se mexe”. Porque encerrar um vínculo tão vitorioso?

A primeira atitude divulgada para consolidar a relação entre o jogador e o clube é das mais positivas: o clube contrataria os serviços de uma agêcia de comunicação (seria a Peppery, de Bruno Duganieiro) para explorar a imagem de Barcos (inicialmente até o fim de 2013), gerando lucros para ambos e seguindo o rumo que todos os clubes profissionais de vulto tomam em relação a seus principais atletas.

É importante ressaltar um ponto nessa história. Quem ama o Palmeiras somos nós, os torcedores. Jogador profissional tem de atuar de forma digna e fazer valer aquilo que o clube gasta com ele. Se por ventura Barcos estiver mesmo pedindo aumento de salário ou coisa que o valha, que ninguém o chame de mercenário, pois o cara tem esbanjado profissionalismo em todos os sentidos. Até o momento, merece todo o nosso respeito.

Definir logo a permanência do Pirata e enterrar esses boatos sobre uma possível saída prematura do atleta será um início bastante inteligente na montagem do elenco alviverde para 2013. Nada melhor do que começar essa tarefa com a garantia de um sujeito que sabe como poucos fazer gols, algo raro no árido futebol atual.