Paulistão 2013: Vitória insossa de um time ainda insosso…

Saudações palestrinas, nobres alviverdes!

Sufoco desnecessário. Essa é a mais perfeita definição para a vitória do Palmeiras contra o Paulista, no Estádio Pacaembu. Um 2 a 1 no placar meio sem graça, ou melhor, muito sem graça, haja vista que o adversário atuou em boa parte do prélio com dois jogadores a menos, ou seja, era o jogo para se golear e ganhar moral, espantar a crise de vez.

Mas não foi. E não andou nem perto disso. Sobre a bola rolando, Gilson Kleina mudou a composição tática da equipe e mandou a campo uma trinca de atacantes, formada por Vinicius, Patrick Vieira e Kleber. Com isso, o time foi formado por Fernando Prass, Weldinho, Mauricio Ramos, Henrique e Marcelo Oliveira; Vilson, Márcio Araújo e Valdivia; Vinicius, Patrick Vieira e Kleber. A formação mudou, mas a atitude da equipe alterou pouca coisa.

Nem bem o jogo começou e já saiu o primeiro gol alviverde. Vinicius (sim, ele era o homem da bola parada) cobrou escanteio e a defesa do Galo se atrapalhou toda, goleiro e zagueiro trombaram e a bola acabou morrendo no fundo do gol. 1 a 0. O Verdão, apesar das deficiências, era superior e dominava o adversário até com certa facilidade, quando Marcelo Macedo, aproveitando mais um apagão da nossa defesa, empatou. O lance parecia estar em impedimento, mas não estava. Esse tipo de lance ninguém erra a nosso favor.

A partir daí o que se viu foi um festival de erros. Um atrás do outro. O ataque esmeraldino segue numa inoperância de dar dó, Kleber não consegue ganhar uma bola da defesa, parece sempre atrasado, na hora errada, no lugar errado, talvez pelo desentrosamento, não sei, mas seu posicionamento tem deixado a desejar. O centro-avante também sofre por não ter uma jogada de cruzamento vinda das laterais, o grande calcanhar de Aquiles desse time.

Mas foi de uma bola alçada na área que chegamos ao segundo gol. Patrick Vieira cruzou, Kleber não alcançou, mas Vilson estava lá para conferir. Segundo tento alviverde e segunda vez que o volante/zagueiro balança as redes com a camisa do Palmeiras, em pouquíssimo tempo. Daqui a pouco, fará mais gols que o Vinicius em toda a vida. Antes do apito final, a torcida palestrina (em pequeno número) ainda festejou a expulsão do ex-Nome Feio Renato, que pegou Valdivia por trás deslealmente. Aliás, mais uma ótima partida do Mago.

Para a segunda etapa, Kleina sacou o forte candidato à expulsão, Marcelo Oliveira, e mandou o forte candidato a ser o próximo ex-jogador do Palmeiras, Juninho. Mas o Paulista foi quem assustou, com Marcelo Macedo, que driblou Prass e mandou na trave, no rebote Cassiano chutou para o gol vazio, e não contava com a presença quase espírita de Henrique, que salvou o que seria mais um empate. O volante Matheus parou Vinicius com falta e também foi para o chuveiro mais cedo. Ah, com dois a mais o Verdão massacrou, deitou e rolou para cima dos interioranos… Não. Nada disso.

O esquadrão alviverde continuou dominando, mas sem nenhuma qualidade para conseguir marcar o terceiro, o quarto, o quinto… Eram chances e mais chances, um pequeno remake do que foi o segundo tempo contra o SPFW, muita pressão, posse de bola e nada de gol. Mais uma vez Kleber foi artigo de decoração, mesmo assim ainda acredito nesse jogador. O tempo foi passando e o Paulista passou a acreditar no empate, mas não teve forças, apesar do meio-campo palmeirense ser bastante convidativo.

No fim, vitória com um gosto meio insosso para o torcedor, que vaiou a performance do time. Não foi um resultado desastroso, é verdade, até porque ganhamos, e nessa fase ruim ganhar sempre é bom, entretanto todos esperavam muito mais do Palmeiras, até por jogar em casa, com dois homens a mais, por ser superior… Enfim, poderia ter sido muito melhor!

Abraço a todos!