Palmeirense, é hora de abraçar quem te fez sorrir por 8 rodadas!

Alguma vez na vida todos nós paramos (ou iremos parar) para pensar, diante de um conflito com alguém que tenha apreço, no porquê de coisas ruins terem maior peso na balança que os bons momentos. O ser humano é um animal que sempre carregará certo egoísmo e não permitirá que mancadas — por mínimas que sejam — passem em branco, infelizmente!

E a situação na qual o Palmeiras nos colocou está criando uma energia desnecessária. Tudo bem, o time cometeu seus vacilos durante as 8 rodadas em que se manteve líder, afinal, duas derrotas para os clubes mineiros e um empate contra o rival praiano que dividiu opiniões não nos fizeram sorrir. Porém, devemos relembrar os momentos de superação que, embora recentes, parecem ter caído no esquecimento para muitos. Exemplos? Veja só:

  • Quando a equipe era contestada por fazer partidas péssimas fora de casa — exceto contra o Flamengo, em campo neutro —, os jogadores responderam com uma grande vitória em cima do Sport (que não é time para cair e tem mostrado isso recentemente);
  • Os tabus acumulados nas temporadas medíocres estavam sendo um prato cheio para a imprensa, que, por sua vez, torrava a paciência do palmeirense. Falhamos contra o SPFC, mas calamos a todos quebrando o maior de todos os obstáculos: vencer o Internacional no estádio Beira-Rio;
  • Ainda pegando carona dos anos ingratos, o Palmeiras criou um estigma de perder pontos para clubes pequenos. Resultado? Sobramos contra o América-MG, Santa Cruz e Figueirense, o que, por sinal, foram vitórias que serviram de combustível para o Gigante Alviverde manter-se na liderança até a rodada passada.
  • Se por algum momento os haters tentaram questionar o aproveitamento do Palmeiras em confrontos diretos, logo eles se calaram ao ver o que fizemos contra: Grêmio, Flamengo, Internacional (que chegou a liderar o campeonato) e o nosso arquirival de Itaquera.

Ou seja, vamos mesmo deixar que os resultados recentes nos empurrem para escanteio? Eu, particularmente, fiquei extremamente irritado com essas derrotas (foi difícil demais digeri-las). Mas, pensando bem, as possibilidades das derrotas terem sido um acaso são muito maiores do que termos vencido tantos jogos na sorte — alguém seria insano em achar isso?

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Analisando o nosso elenco friamente

Embora muitos apontem o nosso elenco como o melhor do campeonato, eu digo que concordo parcialmente com isso. Nós temos, em termos qualitativos e quantitativo, os melhores zagueiros e melhores meio-campistas (mesmo sem o tal “camisa 10”, uma posição que faleceu com a aposentadoria do Alex). Ninguém mais tem Gabriel, Thiago Santos, Arouca, Matheus Sales, Moisés, Tchê Tchê e Cleiton Xavier.

Os atacantes rápidos que temos se equiparam aos do Atlético-MG na qualidade — Luan e Robinho são muito bons, mas temos o dobro em boas opções. Nossos centroavantes perdem para Pratto, Fred e Ricardo Oliveira.

Nossos alas estão dentro do nível ideal para o futebol brasileiro e, assim como nas demais equipes, não há boas peças de resposição. Se o Jean sair nós teremos problemas, o Grêmio sem Edilson morre pela direita (pela esquerda eles dependem do Marcelo Oliveira, meu Deus!), o Itaquera depende do Fagner, o Flamengo não pode repor o Jorge, e assim por diante. Na pior das hipóteses, o Palmeiras tem o Egídio e o Fabrício, ambos que já tiveram seus bons momentos em outras edições do campeonato.

É hora de ser o caçador e viver dias de glória sendo a caça

Tudo que podemos concluir é que o campeonato está totalmente em aberto e todos estão sujeitos a oscilar. Nosso diferencial está na quantidade de bons jogadores disponíveis, uma arma que esse líder provisório não tem. Santos e Atlético-MG são nossos verdadeiros inimigos nessa disputa, o que decidirá é a sinergia entre clube e torcida para que não haja mais tanta oscilação.

Considerando tudo isso que foi dito, é fato que precisamos abraçar esse time! Não é momento de desconfiar da qualidade do goleiro Vágner, nem pra dizer que o ataque só funciona com Gabriel Jesus — uma mentira contada várias vezes acaba virando verdade, pois afeta a confiança dos jogadores. Eu prefiro acreditar no Cuca e tudo que ele apresentou de bom até agora, pois isso só mostra que temos todas as condições de reverter o panorama.

Abraço a todos!