Palmeirense de coração

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Ano passado um amigo, em tom de gozação, me perguntou o que me motivou a torcer pelo Palmeiras. Inconscientemente, respondi: “Não me tornei palmeirense, nasci palmeirense”.

Acho que ninguém mais, além de nós palestrinos, consegue entender o que isto significa. Mas quando se olha um palmeirense, quando se conversa com um, mas principalmente, quando se assiste a uma partida ao lado de outro palmeirense, podemos ver que ali existe bem mais que a simpatia por um clube de futebol.

E não porque tivemos Heitor, Waldemar Fiúme, Junqueira, Romeu, Djalma Santos, Ademir da Guia, Leão, Leivinha, Edmundo, Evair e Marcos, entre tantos outros craques da bola. Mas porque torcer pelo Palmeiras transcende o fato de estarmos bem representados em campo.

Afinal, o maior clube do século passado foi também um dos que mais sofreram com a falta de títulos por anos.

Mas o Palmeirense nem se importa efetivamente com isso. De nada faria diferença ter um time campeão se não sentíssemos na pele esse time, essa emoção única.

Por essa razão dizem que cobramos muito dos nossos atletas, técnicos e dirigentes. A verdade é que os outros torcedores,dos outros clubes, cobram pouco.

Para nós o Palmeiras faz parte do dia-a-dia, é a razão para uma segunda-feira bem humorada ou uma quinta-feira de querer esquecer.

Significa cancelar um compromisso, faltar ao dia dos namorados, chegar mais tarde ao trabalho, sair mais cedo da aula.

Torcer para o Palmeiras é como ter um filho famoso. Vidrados, preocupados, mas acima de tudo, certos de que não existe alguém melhor em lugar algum.

Por isso nossa torcida é assim. Porque para nós, o Palmeiras não significa apenas “um clube de futebol”. Representa nossa alma, nossas tradições, as raízes dos italianos que tiveram que dar murro em mesas para que pudessem por em campo seu coração, a vontade de serem eternos vencedores.

A falta de títulos é passageira, todos temos essa certeza, mas a nossa paixão pelo Palmeiras continuará viva e cada vez mais forte, custe o que custar.

Porque da mesma forma que nunca abandonamos um filho, nunca deixamos de amar aquele que nos dá tantas alegrias.

Obrigado Palmeiras, EU TE AMO.

Felipe Giocondo

E ouçam abaixo o Torpedo Verde, o boletim diário da Rádio Mondo Palmeiras. Hoje, o Raul Bianchi fala sobre o Thiago Neves, e sobre o jogo de hoje contra o Grêmio :