Palmeiras vence Santos em partida histórica

Sabe aqueles jogos de que a gente se lembra mesmo anos e anos após o apito final do juiz? Pois Santos 3 x 4 Palmeiras, realizado na tarde deste domingo (14) na Vila Belmiro acaba de entrar nessa galeria.

Não faltam razões para isso. Uma excepcional partida de futebol, com direito a muita emoção, alternativas, jogadas brilhantes e sete gols. Para felicidade da Nação Alviverde, a vitória ficou conosco.

No início, parecia que o amplo favoritismo santista iria se confirmar. A equipe dirigida por Dorival Júnior se mostrava mais solta e marcando sob pressão, enquanto o Verdão tentava se encontrar.

Não deu tempo. Aos 9 minutos, um erro de passe de Pierre gerou boa jogada de ataque adversário. A bola chegou a Pará, que se livrou de Eduardo e, segundo ele próprio, tentou cruzar, mas acertou o gol de Marcos.

Com a vantagem no marcador, o Santos ficou na expectativa de aproveitar os espaços que os comandados de Antonio Carlos Zago poderiam lhe proporcionar. Nem precisou.
Em lançamento cirúrgico do ótimo Paulo Henrique, Neymar aos 30 minutos ampliou a vantagem do clube da casa. Crônica de uma tragédia anunciada? Os deuses da bola disseram que não.

Aos 37 minutos, Neymar recebeu boa bola e, livre, praticamente recuou para as mãos de Marcos. Mal sabia o jovem craque que aquele gol perdido faria muita, mas muita falta, mesmo.
Aos 40 minutos, em uma das primeiras avançadas realmente perigosas da nossa equipe, Cleiton Xavier cobrou falta com maestria e o sempre criticado Robert cabeceou com força, sem defesa para Felipe.

Nem deu tempo para respirar. Aos 42 minutos, Pablo Armero acertou um cruzamento espetacular que Robert aproveitou com muita categoria, desta vez com os pés. Empate relâmpago!
O Santos nitidamente sentiu o golpe. Entramos com Márcio Araújo no lugar de Eduardo, que tinha levado cartão amarelo, e o Verdão voltou a campo com a mesma garra e volúpia dos minutos derradeiros da etapa inicial.

Paulo Henrique fez boa jogada e quase faz para o Santos aos 4 minutos, enquanto Ewerton perdeu gol feito ao se aproveitar de falha da zaga peixeira.

Aos 11 minutos, outra jogada de bola parada, confusão na área do time do apagado Robinho e Diego Souza virou o placar a nosso favor. Aos 17 minutos, estreia Lincoln no lugar de Ewerton.

O Palmeiras poderia ter matado o jogo aos 21 minutos, novamente nos pés de Robert, que foi travado pela zaga adversária. Zé Eduardo, por sua vez, teve duas boas chances aos 25 e 30 minutos, com Marcos fazendo boas defesas.
O Santos começou a pressionar, com Maranhão chutando e quase fazendo um gol aos 32 minutos. Robert cabeceou para fora um minuto depois. E aos 33, Madson, que havia acabado de entrar, recebeu outro lançamento fantástico de Paulo Henrique e empatou a partida.

Só que Neymar resolveu atrapalhar a vida do seu clube aos 36 minutos. Após ter sido desarmado na bola por Pierre, fez falta horrível no volante alviverde, levando merecido vermelhinho e indo pro chuveiro mais cedo.

Aos 39 minutos, Antonio Carlos mostrou ousadia ao tirar o volante Edinho e colocando o meia Ivo em seu lugar. Mas a vitória saiu dos pés de quem já estava em campo. Um jogador mais uma vez decisivo em clássicos. É, ele, o tão odiado e humilhado Robert.

Aos 42 minutos, o atacante resolveu experimentar da intermediária, e o goleiro Felipe não conseguiu evitar. 4 a 3, placar típico dos anos 60. O Santos até que tentou aos 45 minutos com Madson batendo falta, mas Marcos defendeu. Pouco antes, Leo tomou o segundo amarelo e foi pra rua.

E mais uma vez o Palmeiras se tornou a pedra no sapato do alvinegro praiano, quebrando uma invencibilidade de 12 partidas dos caras. Mas o que de fato importa é que conquistamos um grande vitória contra um excelente adversário. Para lembrarmos daqui a muitos e muitos anos.


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