Palmeiras vence Peñarol de forma épica

Uma vitória épica. Contra a cera do adversário, contra uma arbitragem absurda, de tão ruim, contra duas bolas que se recusaram a entrar. Contra tudo e contra todos. Essa foi a partida do Palmeiras na noite desta quarta-feira (12) na Allianz Parque contra o Peñarol, superado pelo placar de 3 a 2. O gol salvador saiu aos 55 minutos da etapa final, e levou à loucura 38.483 pessoas presentes. Ópera-bola!!!

Como seria de se esperar, o Peñarol veio a São Paulo com um esquema fechado, apostando na marcação dura, catimba e eventuais avanços estratégicos. Com toque de bola, paciência e jogando a bola no Dudu, que se mostrava muito disposto a superar o sistema defensivo adversário, o Palmeiras falhava sempre no último toque, na hora do lance decisivo.

Tanto que o primeiro lance mais efetivo ocorreu aos 9 minutos, e ainda assim nada perigoso, devido à finalização fraca de Tchê Tchê, facilmente defendida pelo goleiro. Aos 14 e 15 minutos, os uruguaios chegaram pela primeira vez, mas sem grande perigo, com Prass rebatendo a segunda após cobrança de falta.

Aos 31 minutos, quando a configuração da partida parecia ser bem desfavorável ao Palmeiras por causa da incapacidade de acertar um bom ataque, o castigo veio. Após cobrança de escanteio, Ramon Arias veio de trás e cabeceou com força, sem chance para Fernando Prass, abrindo o marcador aos 31 minutos.

Sem inspiração, os comandados de Eduardo Batista continuaram sem conseguir ameaçar de forma efetiva o onze uruguaio, tanto que um chute de longe de Borja aos 34 minutos, que nem passou tão perto assim da meta adversária, foi a jogada mais perigosa desse momento da partida.

Aos 38 minutos, uma cochilada incrível da defensiva alviverde quase proporciona de graça o segundo gol ao Penarol, mas felizmente Fernando Prass estava atento e fez grande defesa, com Mina rebatendo na conclusão da jogada, aos 38 minutos. Mina tentou de longe aos 40 minutos, e Dudu batendo falta aos 45 minutos, mas ambos sem grande perigo. O jogo estava enroscado.

O Verdão voltou com fome de bola para a etapa final, e em apenas 5 minutos virou o placar. O primeiro gol veio logo a 1 minutos, com Willian aproveitando um desvio de Edu Dracena em lançamento de Fabiano. O outro, aos 5 minutos, com Dudu concluindo com frieza após assistência genial de Guerra.

Quando Dudu foi derrubado na área e a penalidade máxima foi marcada, a 9 minutos, parecia que uma goleada estava a caminho. Só que Borja bateu por cima, aos 10 minutos. Logo a seguir, aos 12 minutos, o mesmo Borja ficou cara a cara com o goleiro uruguaio, mas chutou em cima dele.

Com a pressão forte, o Verdão quase marca aos 28 minutos, com Michel Bastos arrematando, o goleiro espalmando, Tchê Tchê chutando no rebote, o zagueiro desviando, a bola batendo no travessão e saindo. Coisa de enlouquecer. Mas já ouviram aquele célebre ditado do “quem não faz, toma”?

Pois essa frase “maledeta” se concretizou logo aos 30 minutos, no lance seguinte, quando Gaston Rodrigues aproveitou o rebote de Prass, em lance que se iniciou em uma cobrança de falta, ou seja, de novo na base da bola parada. O jogo se complicava novamente.

A salvação parecia estar à nossa frente aos 32 minutos, quando Willian recebeu belo passe e fintou o goleiro. Só que o seu arremate atingiu caprichosamente o travessão. A partir daí, o que se viu foi o time uruguaio esbanjando catimba, o que é do jogo, mas com o árbitro totalmente perdido, parando demais a partida e não sabendo dar fim ao antijogo do Peñarol. Horizonte negro!

Aos 48 minutos, falta para o Verdão. Dudu se prepara para cobrar, mas um jogador uruguaio não sai da sua frente. Após uma eternidade, o juizão fez o que? Beneficiou o adversário, ao aplicar na sequência o amarelo e o vermelho para Dudu, mandando o Pequeno Gigante para a rua. Bizarro, bizarro, bizarro.

Como desgraça pouca às vezes parece bobagem, o terror pintou forte aos 54 minutos, quando, em raro contra-ataque uruguaio, Gaston Rodrigues fica livre, cara a cara com Prass. Felizmente, o cara chutou para fora. Ainda havia uma esperança rondando o antigo Palestra Itália.

Aos 54 minutos, Fabiano dá uma cabeçada certeira, mas o goleiro uruguaio pula no cantinho, botando a bola para escanteio e salvando a sua pátria. Só que não. Ao cobrar o escanteio, Michel Bastos colocou novamente a bola na cabeça do mesmo Fabiano, que aos incríveis 55 minutos pôs números definitivos na ópera da bola. Que vitória!!!

 

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass6,5– Atuação regular, embora sem culpa nos gols.

Fabiano8,5– Falar o que de um cara que faz um gol decisivo como o que nos deu a vitória nesta partida, logo após ver o goleiro adversário fazer um milagre em arremate dele mesmo? Haja sangue frio e raça ao mesmo tempo!!!

Yerry Mina7,5– Muita raça, especialmente na parte final, quando subiu para o ataque como se fosse um atacante de ofício.

Edu Dracena8,0– Esbanjou garra, e se mostrou decisivo até na parte ofensiva.

Zé Roberto6,0– Não brilhou como de costume, e seu setor foi o mais explorado pelo time uruguaio.

Felipe Melo7,5– Mais uma vez um leão em campo. Saiu aos 24 minutos do segundo tempo substituído por Thiago Santos-7,0, que foi o útil operário padrão da bola habitual.

Tchê Tchê6,0– Correu bastante, mas ainda não voltou ao seu melhor.

Dudu7,5– Chamou o jogo para si, correu muito e foi expulso de forma bizarra, sem merecer. Vítima de uma arbitragem terrível.

Guerra9,0– Partidaça, com direito a assistências precisas para os colegas de time e uma visão de jogo absurda. Saiu aos 36 minutos do segundo tempo substituído por Keno-6,0, que se esforçou, mas não conseguiu muita coisa.

Willian7,5– Fez o gol que deu início à reação alviverde e correu muito, mas perdeu um gol feito que poderia ter sido decisivo. Ainda assim, merece muitos aplausos.

Borja5,0– Perdeu um pênalti e gols feitos, provando que ainda precisa de mais tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Mas ele chega lá. Saiu aos 24 minutos do segundo tempo substituído por Michel Bastos-7,0, que deu a assistência mágica que nos rendeu o gol de Fabiano. Bem útil, o rapaz!