Palmeiras vence Fluminense em Brasília e é mais líder do que nunca

Existem inúmeros clichês na crônica esportiva relativa ao futebol, e uma das frases que mais agrada ao torcedor é aquela que define uma atuação de uma equipe como “venceu e convenceu”. E foi exatamente isso o que ocorreu na tarde deste domingo (28) em Brasília, na qual o Palmeiras venceu com autoridade o Fluminense pelo placar de 2 a 0, mantendo-se líder do Brasileirão 2016.

Com muita marcação, os dois times iniciaram a partida meio faltosos demais, especialmente o Fluminense, o que impedia o jogo de fluir de forma mais efetiva. Não foi de se estranhar que o primeiro gol saísse de uma cobrança de falta. Jean bateu cruzado, Dudu desviou de forma acrobática e Diego Cavalieri nem viu por onde a bola passou, aos 19 minutos.

O Verdão aumentou ainda mais sua confiança e continuou pressionando a equipe carioca. Aos 24 minutos, após um salseiro na área adversária, Jean emendou de primeira, de fora da área, sem chances para que Diego ou algum defensor pudesse evitar o segundo gol alviverde. Pura eficiência.

Com 2 a 0 contra, o Fluminense obviamente teria de vir para cima, e aos 30 minutos, Wellington ficou livre, na cara de Jailson, que fez grande defesa e mandou a bola para escanteio. Na cobrança, cabeçada passou perto da meta do Verdão. Logo o time de Cuca equilibrou as ações e voltou a atacar.

Aos 39 minutos, Tchê Tchê avançou bem e mandou uma bala de fora da área, que passou perto da trave do tricolor carioca. Aos 44 minutos, foi a vez de Erik, pela ponta direita do ataque alviverde, exigir bela defesa do goleiro do time carioca, em chute forte que foi desviado para escanteio.

Com duas substituições, o time dirigido por Levir Culpi tentou reverter a desvantagem, mas ao mesmo tempo abriu espaços para os contra-ataques alviverdes. De um lado, chegou pouco na meta alviverde, e quando conseguiu, parou em Jailson. Do outro, esteve muito mais perto de tomar o terceiro gol, que o Verdão só não fez por questão de pontaria de alguns jogadores.

Os cariocas quase fizeram aos 4 minutos, em duas boas oportunidades. Aos 13 minutos, Jailson defendeu bela cobrança de falta de Gustavo Scarpa. Aos 15 minutos, o volante Gabriel acerta um lindo chute, Diego Cavalieri desvia e a bola vai na trave tricolor. Róger Guedes, que entrou no lugar de Erik aos 17 minutos da etapa final, perdeu duas boas chacnes aos 22 e 26 minutos.

Jailson mostrou serviço mais uma vez aos 29 minutos, em cabeçada de Cícero. A partir daí, o time carioca começou a não conseguir chegar com força, e a última oportunidade de gol pertenceu ao Palmeiras, com Dudu driblando Diego e finalizando, com o zagueiro Wellington Silva salvando aos 42 minutos.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Jailson8,0– Um verdadeiro paredão.

Jean8,5– Assistência para o primeiro gol, um golaço e uma partida simplesmente impecável na armação e na marcação.

Yerry Mina7,0-Um belo retorno do zagueiro colombiano.

Vitor Hugo7,0– Uma partida sóbria e segura do nosso zagueiro.

Zé Roberto7,0– Hoje, nosso Vovô Garoto viveu momento de carregador de piano, desempenhando essa tarefa com maestria.

Gabriel6,5– Um bom retorno para quem não jogada há muito tempo, com direito a quase fazer um gol. Saiu aos 29 minutos do segundo tempo substituído por Arouca-6,0, que de forma discreta ajudou a segurar o adversário na parte final da partida com sua experiência.

Tchê Tchê8,5– Outra atuação das melhores do nosso motorzinho, com direito a irritar os adversários. Ninguém tem culpa de saber jogar bola…

Moisés6,5– Um pouco abaixo de seu desempenho em partidas anteriores, mas ainda assim essencial no meio-campo alviverde. Saiu aos 24 minutos do segundo tempo, dando sua vaga a Cleiton Xavier-6,0, que não brilhou mas se mostrou bastante útil para segurar o resultado.

Dudu7,5– Ótima atuação, que poderia ter sido ainda melhor se ele não tivesse sido fominha em umas duas ou três jogadas. Mas é a sua característica, fazer o quê? Melhor ter o cara assim do que não ter… E fez um gol de pura acrobacia.

Erik6,0– Se não brilhou, mostrou ser muito útil e correu o tempo todo em que esteve em campo. Saiu aos 17 minutos substituído por Róger Guedes-5,0, que perdeu dois gols feitos e ainda está longe do jogador sensação de seu início no Verdão, embora tenha suado e muito a camisa.

Gabriel Jesus6,5– Se não fez uma partida brilhante em termos técnicos, ao menos encheu a paciência da defesa adversária, o que não é pouco.