Verdão vence e joga por um empate em Curitiba

Um time que não jogava bem a um bom tempo. Mata-mata no Palestra. Qualquer resultado que não fosse a vitória iria prolongar a inafável crise. O resultado positivo chegou, graças a um belo gol de Robert, que permite que o time jogue por um empate na próxima quarta-feira, na Arena da Baixada.

O time paranaense começou atacando, e utilizando as manjadas bolas paradas do Paulo Byebaier (que, expulso, não vai jogar a partida de volta). Mas foi o Palmeiras que abriu ao placar, aos 14 minutos, depois de um toque de calcanhar de Edinho que deixou o centroavante Robert livre na entrada da área, para invadir e chutar cruzado. Um golaço.

O time ficou menos tenso após o gol, e começou a sair mais pro jogo, principalmente com Edinho e Lincoln, mas o ímpeto palmeirense era prejudicado não pela defesa do Atlético-PR, mas pela postura covarde de Diego Souza, que deixava o Palmeiras praticamente com um a menos em campo.

Além disso, o fraco árbitro Marcelo de Lima Henrique deixou de marcar um pênalti claro de Raul (que não era o Bianchi) sobre o meia Lincoln. No final do primeiro tempo, numa cobrança de escanteio, o Robert perdeu a chance de ampliar o placar com uma cabeçada.

Na segunda etapa, o jogo ficou mais feio. Muitas “faltinhas” no meio campo, e quando a bola chegava lá na frente, nenhum dos dois times sabia o que fazer. A torcida pedia a saída de DS, e a entrada de Ewerthon, mas foi o Lincoln que saiu para a entrada de Paulo Henrique. E foi justamente o jovem atacante que fez o pivô dentro da pequena área, e deixou para o Márcio Araújo chutar na mão do goleiro Neto.

A grande alegria da segunda etapa foi quando, aos 40 minutos, o P. Baier fez falta violenta em Paulo Henrique, tomou o segundo cartão, e foi expulso. E ficou nisso.

Um resultado magro, um futebol razoável, mas um alento para quem estava na UTI do futebol. Hoje, o Palmeiras voltou a respirar.