Palmeiras vence, Cruzeiro cai e Mineirão vira campo de guerra

Mesmo sem jogar uma partida memorável, o Palmeiras não teve dó do Cruzeiro na tarde deste domingo (8) e venceu o time mineiro pelo placar de 2 a 0. O resultado contribuiu para o primeiro rebaixamento da história da equipe hoje treinada por Adilson Batista no Brasileirão. Em dia de torcida única, os cruzeirenses reagiram mal ao resultado, e a partida acabou sendo encerrada por volta dos 40 minutos do segundo tempo, após tumulto que transformou o histórico Mineirão em uma lamentável praça de guerra.

Desde o início, ficou claro que o time da casa estava muito nervoso e não conseguia acertar muitos passes, especialmente no seu campo de ataque. De quebra, Leo recuou de cabeça e, logo a 1 minuto, quase marca um gol contra absurdo, salvo por Fábio, que mandou a bola para escanteio.

Zé Rafael quase marca aos 15 minutos, com chute forte e cruzado que Fábio desviou para escanteio. Aos 21 minutos, Luan chegou atrasado e não conseguiu marcar, em bom cruzamento. A jogada mais perigosa do Cruzeiro ocorreu aos 44 minutos, quando Weverton saiu bem do gol e evitou o arremate do adversário.

Como no Rio o Botafogo vencia o Ceará por 1 a 0, o Cruzeiro veio mais aguerrido para a segunda etapa, mas não adiantou rigorosamente nada. O time atacava, mas não conseguia finalizar de jeito algum. E o Palmeiras soube se aproveitar da fragilidade do time mineiro aos 12 minutos, quando em bom contra-ataque Raphael Veiga cruzou para Zé Rafael finalizar bem, sem chances para o goleiro cruzeirense.

Se a coisa já estava feia com o empate para o tradicional time mineiro, imaginem perdendo. Como desgraça pouca é bobagem, logo o Ceará conseguiu empatar no Rio de Janeiro, e a partir daí o jogo virou uma verdadeira UTI para o Cruzeiro. Por sua vez, o Palmeiras, sabendo que o Santos vencia o Flamengo por 3 a 0 na Vila Belmiro e que o vice-campeonato tornava-se quase impossível, tirou de vez o pé do acelerador.

Mesmo assim, o segundo gol acabou se concretizando, com Dudu de cabeça desviando bem um cruzamento cirúrgico de Bruno Henrique. A partir daí, o que tivemos foram assentos de cadeiras sendo atiradas no campo, barulhos de explosões, gente fugindo apavorada, gás sendo atirado nas arquibancadas e, no fim das contas, o juiz Marcelo de ima Henriques tendo de encerrar a partida aos 40 minutos.

Desta vez, o Palmeiras não aliviou para um “coirmão”, seguindo o padrão de seus adversários, quando estávamos em situação semelhante. Cada um que cuide de seus problemas, não é mesmo? No fim das contas, acabamos o Brasileirão 2019 em terceiro lugar, com direito a receber algo em torno de R$ 29 milhões. Foram 74 pontos ganhos, com 21 vitórias, 11 empates e 6 derrotas, 61 gols pró (o 3º melhor ataque) e 32 gols contra (a segunda melhor defesa, junto com o Athletico-PR).

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Weverton- 6,0- Não teve muito trabalho com o inofensivo ataque cruzeirense.

Marcos Rocha- 6,0- Partida tranquila. Saiu aos 35 minutos do segundo tempo para  a entrada de Mayke-sem nota.

Luan- 5,5- Afora um passe errado que quase gera um ataque perigoso do adversário, razoável.

Antônio Carlos- 6,5- Sem sustos.

Diogo Barbosa- 4,0- Fraco, com direito a uma queda na hora de dominar a bola que deu vergonha alheia.

Matheus Fernandes- 6,5- O garoto mostra que merece mais chances em 2020.

Bruno Henrique- 7,0- Bela assistência para o gol de Dudu e muita eficiência.

Lucas Lima- 5,0- Apagado.

Raphael Veiga-6,5- Boa assistência para o gol de Zé Rafael. Saiu aos 25 minutos do segundo tempo para a entrada de Willian-sem nota.

Zé Rafael- 7,0- Um belo gol e um chute perigoso que Fábio não deixou virar gol. Saiu aos 22 minutos do segundo tempo para a entrada de Gabriel Veron-5,0, que entrou com o jogo a rigor encerrado.

Dudu- 8,0- Participou da jogada do primeiro gol, marcou o segundo de cabeça e não teve dó do time que o revelou.