Palmeiras vence Atlético-GO com show de Keno

A grande novidade da escalação do Palmeiras para a partida contra o Atlético-GO na tarde deste domingo (15) em Goiânia foi a entrada de Keno, que estava esquecido no final da segunda “Era Cuca”. E essa surpresa se mostrou mais do que boa. Com três belas assistências, o atacante se tornou a estrela da vitória do Verdão por 3 a 1 no estádio Olímpico local.

Jogando contra um adversário que tenta desesperadamente sair da lanterna do Brasileirão, o Palmeiras se mostrou tranquilo, embora logo a 4 minutos Jorginho, em boa jogada individual, obrigou Fernando Prass a fazer uma boa defesa. Aos 5 minutos, Willian ficou cara a cara com o goleiro, mas a defesa do time de Goiânia se mostrou mais rápido e impediu o seu arremate.

Com bastante marcação de parte a parte, o Palmeiras só chegou de novo aos 17 minutos, em cobrança de falta de Egídio. E aos 20 minutos, Keno, que enfim voltou ao time para substituir o insípido Deyverson, fez bela jogada pelo lado direito do ataque alviverde e deu bela assistência a Willian, que finalizou com tranquilidade, precisão e categoria.

À frente do marcador, o Verdão se mostrou ainda mais tranquilo. Aos 22 minutos, Mayke cruza e obriga Marcos a colocar a bola para escanteio, cuja cobrança encontrou Edu Dracena, cabeceando para fora. Aos 27 minutos, o time da casa reaparece, com Andrigo chutando forte para defesa de Prass.

Aí, aos 43 minutos, novamente Keno se apresenta. Em passe simplesmente genial, ele deixou Moisés na cara do gol, com o meia alviverde finalizando com muita categoria para ampliar o placar a favor de sua equipe. Um fim de etapa inicial excelente provavelmente não imaginado pelo torcedor palmeirense.

O Palmeiras começou o segundo tempo na mesma toada do primeiro, e criou boas oportunidades finalizadas por Keno aos 3 minutos e Willian aos 4 minutos. O terceiro gol parecia iminente, e ele veio aos 14 minutos, após boa jogada de Willian e cruzamento perfeito de Keno para Dudu finalizar, de cabeça.

A partir daí, com a saída do ex-atacante do Santa Cruz com cãibras, o time agora treinado por Alberto Valentim se mostrou contente com o resultado, e administrando o ímpeto do desesperado adversário. Provavelmente não tomaria um gol, se o afobado Mayke não tivesse cometido um pênalti besta em Jorginho, que aos 31 minutos Valter cobrou com muita categoria.

Mas a reação do time da casa ficou por aí. O Palmeiras até poderia ter ampliado o placar, especialmente em cobrança de falta de Dudu que o goleiro Marcos defendeu em dois tempos, mas no fim das contas o 3 a 1 se manteve firme e forte no placar. Uma vitória mais do que importante.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass7,0– Boas defesas e muita segurança durante toda a partida.

Mayke4,5– Bem esforçado, mas esbanja afobação, com direito a um pênalti absurdo.

Edu Dracena7,0– Segurança, tranquilidade e muita categoria na zaga alviverde.

Juninho6,0– Se não brilhou como o colega de zaga, também não comprometeu.

Egídio4,5– Mesmo com a equipe bem, errou diversos passes e cruzamentos, sempre nas mãos do goleiro adversário.

Bruno Henrique6,5– Uma de suas melhores partidas com a camisa do Palmeiras.

Tchê Tchê6,0– Não deu um show, mas jogou bem melhor do que em partidas recentes.

Moisés7,0– Vai evoluindo aos poucos, com direito a um gol de pura categoria. Saiu aos 21 minutos do segundo tempo substituído por Thiago Santos-6,5, que ajudou a garantir a vitória e até deu uma “caneta” em um adversário.

Dudu6,5– Uma partida mediana do nosso Pequeno Gigante, mas fez um gol, o que é sempre bom.

Keno10,0– O cara simplesmente acabou com o jogo, com três assistências precisas. E pensar que o Cuca o havia praticamente esquecido nas última semanas… Saiu aos 17 minutos do segundo tempo substituído por Erik-5,0, que correu bastante, embora sem muito brilho em termos técnicos.

Willian7,0– Deu-se muito bem com Keno, fazendo o primeiro gol e participando do terceiro. Saiu aos 31 minutos do segundo tempo substituído por Borja-5,0, que entrou com o jogo ganho e ao menos finalizou duas vezes no gol, o que, para a fase medonha que vive, já é um progresso.