Caiu no Horto? Palmeiras traz ponto valioso de Belo Horizonte

 

Clima de final de campeonato. Estádio cheio. Muita pressão. Jogadores pilhados e muita velocidade dentro de campo. Começou assim o duelo entre Palmeiras e Atlético-MG, os dois melhores times do Campeonato Brasileiro.

Era até esperado um “abafa” do time mineiro nos primeiros minutos, mas acredito que durou um pouco mais do que deveria. O Palmeiras marcava mal no meio campo, Thiago Santos não estava numa noite feliz, e a “avenida Egídio” demorou para ser fechada.

O Atlético-MG até conseguiu abrir o placar, mas Robinho estava impedido. O fraco árbitro ia validar o gol, mas a assistente teve coragem de apontar a condição irregular do ex-santista. Ex? Parece que ele sempre joga contra a gente com a camisa do Santos por baixo.

Felizmente, o Palmeiras conseguiu fazer o primeiro gol num ótimo contra-ataque puxado pelo Dudu, que deu uma belíssima assistência para o Gabriel Jesus. O gol foi um prêmio para o garoto, mas também para o Jean, Edu Dracena e todo mundo lá atrás que segurou a pressão atleticana.

Vitor Hugo talvez tenha entrado um pouco nervoso demais e cometeu erros infantis que quase complicaram a vida do Palmeiras. O excepcional Jaílson salvou a pele do amigo com grandes defesas. Ele joga e o Palmeiras não perde. Incrível isso, não?

Depois do gol, o Palmeiras teve um pouco mais de tranquilidade para jogar, mas estava difícil para fazer o meio-campo funcionar. Cuca até ameaçou colocar Fabiano na lateral-direita e deslocar o Jean para o meio, mas não foi necessário.

No início da segunda etapa, o Palmeiras mais uma vez voltou um pouco desligado e acabou levando o gol de empate. Pratto mal entrou no jogo e marcou, aproveitando um cruzamento de Robinho, que estava livre demais em campo. Não pode.

Cuca foi esperto e logo em seguida colocou mais um zagueiro para acabar com a festa dos caras. Thiago Martins entrou no lugar de Thiago Santos e ninguém mais ouviu falar no nome do atacante argentino.

De primeira, Moisés teve a chance de fazer o segundo gol palmeirense logo em seguida. Depois disso, o jogo perdeu um pouco a graça, pois o cansaço tomava conta das equipes. Não dava pra jogar com a mesma intensidade nos noventa minutos.

O Palmeiras poderia se aproveitado melhor do cansaço atleticano. Tivemos pelo menos três chances claras para matar o jogo, uma delas com o Vitor Hugo que errou uma cabeçada que ele não costuma errar. Sem marcação na área, ele mandou pra fora o que poderia ser o gol do título.

O mais importante é que não perdemos. Conseguimos um empate importante que nos mantém com uma vantagem de quatro pontos sobre o segundo colocado e com a moral lá em cima.

Agora é conter a ansiedade até domingo, quando vamos encarar o Botafogo. Pode ser o jogo do título? Pode, mas isso é o que menos importa nesse momento. A festa no Allianz Parque lotado será maravilhosa de qualquer jeito!

Abraço a todos!