Palmeiras apenas empata e pegará Guarani em Campinas

Só há uma palavra para definir a partida realizada na tarde deste domingo (15) entre Palmeiras e Comercial no estádio do Pacaembu: bizarra.

Perante 5.758 mil heróis, que devem ter se arrependido até o fundo da alma por presenciarem tal pelada, o time treinado por Luis Felipe Scolari conseguiu empatar em casa com um adversário previamente rebaixado e que jogou durante o segundo tempo quase inteiro com dois atletas a menos em campo.

Graças a mais essa “façanha” da família Scolari genérica, o Palmeiras acabou ficando na quinta posição na fase de classificação do Paulistão 2012 e terá de ir a Campinas para enfrentar o mesmo Guarani, do qual perdeu por 3 a 1 nessa mesma cidade. Para irritar ainda mais o torcedor, o juiz teve atuação desastrosa, e prejudicou o Verdão.

Com poucas alterações em relação à escalação titular atualmente possível, o Palmeiras começou a partida de forma desinteressada e pouco efetiva, criando a rigor duas chances efetivas de gol, uma com Barcos aos 10 minutos e Marcos Assunção batendo falta aos 25 minutos. E o estado de ânimo continuou o mesmo até o fim dessa primeira etapa.

Sem ter nada a perder, a equipe de Ribeirão Preto soube se aproveitar das inúmeras vaciladas do meio-campo e da defesa alviverde para criar algumas chances efetivas. Mas o seu primeiro gol saiu de forma grotesca.

O juiz ignorou um empurrão claro no zagueiro Leandro Amaro, bem na frente dele, por sinal, e deixou o lance correr. Na sequência, contra-ataque rápido do Comercial acabou chegando nos pés do atacante Diogo Acosta, que aos 36 minutos abriu o marcador.

A equipe alviverde voltou para o segundo tempo com Fernandão no lugar de Pedro Carmona, e um cenário positivo se desenhou com as expulsões justas de Marcel Labarte (falta horrível em Arthur) aos 2 minutos e Leandro Camilo aos 7 minutos, após falta igualmente apavorante em Maikon Leite.

Com essa vantagem imensa, era de se esperar que o Palmeiras finalmente tomasse as rédeas da partida, mas isso não aconteceu. O que se viu foi um time desarrumado, afobado e incapaz de criar chances reais de gol.

Errando no atacado, Felipão colocou Vinícius no lugar de Maikon Leite (aparentemente por pura birra) e Tinga (sim, Tinga) na vaga de Arthur. E o jogo ficou igual ou ainda pior. Mesmo assim, o Palmeiras poderia ter empatado aos 34 minutos, se o árbitro tivesse assinalado pênalti claro em Henrique.

Aos 42 minutos, enfim o Verdão empata, com Fernandão de cabeça em cruzamento perfeito de Juninho, o primeiro acertado por ele na partida. Mas não deu para comemorar direito: aos 45 minutos, Diogo Acosta de novo recebe boa bola em cobrança de escanteio, mata com categoria e fuzila Deola.

Ainda deu tempo para Henrique empatar, de cabeça, em cruzamento de Tinga, aos 47 minutos. E aí, mais uma lambança: Henrique desempata novamente de cabeça aos 51 minutos, mas o bandeirinha enxerga um impedimento inexistente. Enredo digno de uma sexta-feira 13, não para um domingo 15…