Palmeiras perde para o Sport no Pacaembu

Por Fabian Chacur

Era só vencer o Sport em casa, time que ainda não havia ganho fora de casa neste Brasileirão 2015, e o Palmeiras voltaria ao G 4 do torneio. Voltaria. Mais uma vez dando uma de Robin Hood Verde, o time paulistano jogou mal e deu de graça a vitória para um adversário, no caso a equipe pernambucana, que faturou por 2 a 0 no Pacaembu na triste noite deste sábado (24).

Como seria de se esperar, o time do Palmeiras penou pela falta de entrosamento, com diversos reservas em campo, enquanto o Sport soube se aproveitar da falta de precisão nos passes do adversário e foi tocando a bola com calma. Aos 11 minutos, por exemplo, Diego Souza fez grande jogada e chutou, com Fernando Prass colocando para escanteio.

Aos 15 minutos, o domínio de bola da equipe pernambucana se transformou em gol. André protegeu bem a bola e a tocou para Marlone, que, livre, mandou um canudo no ângulo da meta alviverde. A reação quase veio a jato, aos 17 minutos, com cruzamento de Egídio e cabeçada de Rafael Marques que o goleiro adversário colocou para escanteio.

No entanto, a partir daí a equipe treinada por Marcelo Oliveira esbanjou passes errados e pouca eficiência na hora de concluir. As coisas só melhoraram no final, mas Cristaldo se mostrou pouco inspirado, perdendo dois gols feitos, aos 46 e aos 49 minutos, sendo que o Sport quase amplia aos 48 minutos, com grande defesa de Fernando Prass.

Com Zé Roberto e Dudu nas vagas de Allione e Matheus Salles (que estreou hoje no time profissional), o Verdão voltou do mesmo jeito para a etapa final. E aos 13 minuto, João Pedro fez um pênalti infantil em Diego Souza. André bateu com precisão e ampliou a vantagem para os comandados de Falcão.

A partir daí, a partida virou aquilo que já estamos acostumados a ver, nos últimos anos. O adversário tocou a bola e dominou as ações, sem dificuldades. Quando por ventura conseguiu chegar com perigo, aos 22 minutos com Dudu e Cristaldo e aos 17 e 32 minutos com Gabriel Jesus, paramos nas mãos do goleiro adversário, desta vez o ex-corintiano Danilo Fernandes.

No final, sem a menor capacidade de reação e caindo com facilidade na cera adversária, a equipe esmeraldina ainda teve de encarar os corais da torcida, entre os quais “não é mole não, quarta-feira agora é obrigação”, citando o jogo de volta da Copa do Brasil contra o Fluminense. Será?

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass6,5– Bom nas saídas do gol, não teve culpa nos gols.

João Pedro2,0– Fraquíssimo no apoio e na defesa, com direito a mais um pênalti infantil. Infelizmente ainda não tem condições de jogar como titular.

Leandro Almeida4,0– Não é o companheiro para Vitor Hugo. Ponto.

Vitor Hugo – 6,0– Jogou sozinho da zaga, e só não foi melhor pela má companhia. Coitado…

Egídio5,0– Apesar de maior alvo do ódio da torcida, nem foi tão mal assim, especialmente no apoio ao ataque.

Thiago Santos5,5– Razoável nas roubadas de bola, não teve boa saída de jogo, que aliás não é sua marca registrada.

Matheus Salles5,0– Muito esforçado, não comprometeu, embora não tenha brilhado. Saiu no intervalo dando lugar a Zé Roberto4,0– totalmente sem inspiração e sem conseguir dar maior mobilidade ao meio-campo alviverde.

Pablo Mouche6,0– Até que se salvou na primeira etapa. Ao menos esbanjou energia e vontade. Saiu aos 17 minutos do segundo tempo substituído por Gabriel Jesus6,0– que criou duas boas chances e fez o que pode, embora não tivesse em noite tão inspirada. Mesmo assim, foi melhor do que os colegas no geral.

Allione4,0– Extremamente apagado, saiu no intervalo, sendo substituído por Dudu5,0– que também não brilhou como é o seu habitual.

Rafael Marques3,0– Afora uma boa cabeçada na primeira etapa, não foi visto em campo. Ele, e não Mouche, deveria ter saído para a entrada de Gabriel Jesus. Vacilo do treinador.

Cristaldo5,0– Muita vontade, mas perdeu gols que um especialista em finalizações não pode se dar ao luxo de desperdiçar.