Palmeiras perde para o Santos no Pacaembu

Por Fabian Chacur

Em partida na qual tivemos muito calor na tarde deste domingo (19), o Santos mostrou mais competência na hora de aproveitar as chances de gol que criou e venceu o Palmeiras no estádio do Pacaembu pelo placar de 3 a1, em partida válida pelo Brasileirão 2014.

Com um calor digno da África, a partida começou até que rápida, mas logo o ritmo ficou um pouco mais lento. O Palmeiras dominava as ações, e Wesley concluiu para fora aos 4 minutos após bom passe de Valdivia, que aos 7 minutos tomou cartão amarelo por reclamação.

Nova oportunidade de gol só aos 22 minutos, em chute de Valdivia defendido com facilidade por Aranha. Aos 26 minutos, o meia chileno dá passe milimétrico e põe Henrique na cara do gol, mas o atacante perde tempo e permite ao zagueiro santista a recuperação e o desarme.

Aos 27 minutos, é a vez de Wesley chutar fraco uma boa oportunidade de gol. O Santos foi chutar sua primeira bola a gol apenas aos 28 minutos, um peteleco fraquinho de Victor Ferraz que Fernando Prass pegou tranquilo. Aos 33 minutos, Henrique cabeceia para fora.

Aos 38 minutos, quando o jogo parecia se encaminhar para um 0 a 0 no fim do primeiro tempo, sai o primeiro gol santista. Geuvânio recebe livre pelo lado direito da defesa alviverde e chuta sem chances para Prass. Logo a seguir, Henrique quase faz, mas a bola vai para fora.

Novamente no melhor estilo avenida, o setor direito da defensiva do Verdão se oferece para o adversário. O lateral Mena recebe lançamento, avança livre e cruza na área para Gabriel, aos 41 minutos, cravar o segundo tento do time praiano. Ainda daria tempo para que mais um jogador palmeirense tomasse amarelo, desta vez Wesley.

Com Leandro no lugar de Juninho, o Palmeiras voltou para a etapa final e nem deu chances para o seu torcedor sonhar com uma reação. Após desperdiçar de forma patética uma cobrança de falta, um rápido contra-ataque encontrou Gabriel em posição irregular não marcada. Ele não vacilou o, aos 3 minutos, fez o terceiro gol santista.

A partir daí, o que se viu foi um Palmeiras tentando de forma atabalhoada reagir e não criando praticamente nenhuma chance efetiva de gol, enquanto o Santos apenas administrava o placar, sonhando com mais um contra-ataque, que veio aos 23 minutos com Arouca obrigando Fernando Prass a fazer uma defesa daquelas milagrosas.

Aos 40 minutos, enfim o gol alviverde. Mazinho, que havia entrado na vaga de Wesley, fez boa jogada pelo lado esquerdo do ataque alviverde e cruzou bem para que Henrique, de cabeça, descontasse. Pablo Mouche,substituindo Cristaldo, ainda obrigou Aranha a uma grande defesa aos 46 minutos. Mas aí já era tarde demais.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass6,0– Não teve culpa nos gols e ainda salvou chance certa em arremate de Arouca.

João Pedro5,0– O garoto lutou muito e apoiou bastante o ataque, mas pecou no setor defensivo, com dois gols do Santos saindo pelo seu lado.

Lucio4,0– Abaixo do que pode jogar.

Tobio4,5– Muito esforçado e um pouco melhor do que seu colega de zaga, mas nada de entusiasmar.

Juninho5,5– Estava bem no apoio ao ataque. Foi substituído no intervalo por Leandro-2,0, que só nos ofereceu passes errados e jogadas equivocadas.

Marcelo Oliveira4,5– Pouco inspirado, errou passes demais e não foi muito bem na marcação.

Wesley3,5– Dispersivo, errou chutes e passes para irritar até um monge tibetano. Saiu aos 28 minutos do segundo tempo substituído por Mazinho-6,0, que deu o passe para o único gol do Palmeiras e mandou um chute que quase entrou.

Victor Luis5,0– Apenas regular como volante no primeiro tempo e como lateral no segundo tempo.

Valdivia7,0– De longe o melhor do time em campo, com boas jogadas e muita entrega. Pena que não teve com quem jogar…

Cristaldo4,0– Muito abaixo do que se imagina que ele possa render. Substituído aos 11 minutos do segundo tempo por Pablo Mouche- 5,0-, que foi melhor e deu um bom chute a gol, ao menos.

Henrique5,5– Se perdeu um gol feito no primeiro tempo, ao menos fez o tento de honra do Palmeiras, prosseguindo na liderança da artilharia do campeonato. Não é pouco.