Palmeiras perde para o Jorge Wilstermann na Bolivia

Desta vez, não teve virada. Jogando com a mesma irregularidade das partidas contra o Peñarol, o Palmeiras perdeu para o Jorge Wilstermann por 3 a 2 na noite desta quarta-feira (3) em Cochabamba, na Bolívia, em partida válida pela Copa Libertadores da América. Desta forma, precisaremos ao menos de um empate contra o Atlético Tucuman, na última rodada da fase de grupos, para garantir a classificação rumo às oitavas de final.

Mesmo precisando mais do resultado do que o Palmeiras, o time da casa se mostrou menos empolgado do que poderia se imaginar no começo, embora tenha tido uma boa oportunidade logo a 1 minutos, com Rios cabeceando para fora após cruzamento surgido em vacilo da zaga alviverde.

A partir daí, o Palmeiras cresceu. Róger Guedes fez boa jogada aos 5 minutos, mas acabou chutando para fora. Aos 9 minutos, ele fez um belo gol, mas o árbitro marcou impedimento, de forma correta. Aos 10 minutos, foi a vez de Guerra mandar um chute perigoso em direção à meta adversária. Mina cabeceou para fora aos 11 minutos, após cobrança de falta.

O time boliviano teve boa chance aos 14 minutos, mas Zenteno se precipitou e chutou mal, para fora. Aos 18 minutos, Guerra cruza e o goleiro pega. A partir daí, o time de Eduardo Batista perdeu o embalo e se mostrou menos decidido do que antes, errando passes e criando pouco, o que o adversário repetia.

Aos 35 minutos, o velho artifício da bola parada agitou as coisas para o Jorge Wilstermann: após cobrança de falta (que não ocorreu, por sinal), a defesa palmeirense cochilou e Chaves cabeceou, livre, para abrir o marcador. Esse mesmo jogador, aos 39 minutos, exigiu boa defesa de Prass.

Aí, Machado resolveu arriscar um chute de longe, Fernando Prass fez golpe de vista e a bola entrou pelo alto, aos 40 minutos. A coisa poderia ter ficado ainda mais feia aos 43 minutos, mas desta vez o goleiro do Verdão defendeu. E aos 45 minutos, a bola parada nos colocou de volta na partida: cobrança de Dudu, rebote da zaga e Guerra chutando forte, reduzindo o prejuízo.

Com Borja na vaga de William, o Palmeiras voltou aparentando mais ofensividade para reverter o placar, e até que tentou no começo. Michel Bastos bateu falta para fora, aos 4 minutos. Aos 7 minutos, Morales cabeceia e a bola vai para escanteio, em boa chance boliviana. Borja ficou livre para marcar, mas vacilou e chutou para fora aos 10 minutos.

Tentando ir para cima, Eduardo Batista tirou o volante Thiago Santos e colocou Keno em seu lugar. A alteração tornou a sua equipe mais exposta, e a consequência veio aos 21 minutos, em falha de Jean que levou Fernando Prass a fazer um pênalti, cobrado aos 23 minutos com precisão por Cardozo.

De novo com dois gols atrás no marcador, o treinador arriscou ainda mais, sacando Dudu e colocando Raphael Veiga em seu lugar, aos 25 minutos. E a sorte nos ajudou aos 27 minutos. Keno fez boa jogada pelo lado esquerdo do ataque alviverde e cruzou. Cabezas, do time da casa, pulou como atacante que é e cabeceou com categoria, só que fazendo gol contra, aos 27 minutos.

Mas a sorte acabou por aí. O Palmeiras continuou tentando chegar ao gol boliviano, mas de forma incompetente e sem causar muitos sustos no adversário, que por sua vez também, graças a sua limitação técnica, não soube aproveitar os espaços proporcionados pelo Verdão para ampliar o marcador.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass4,5– Fez golpe de vista no segundo gol e cometeu um pênalti que poderia ter sido evitado, apesar da falha de Jean.

Jean3,0– Provavelmente sua pior partida com a camisa alviverde, com direito a pouca eficiência no apoio ao ataque e diversas falhas na defesa, inclusive na jogada que originou o terceiro gol boliviano.

Yerry Mina6,0– O mais lúcido da zaga alviverde.

Vitor Hugo3,0– Totalmente fora de jogo.

Michel Bastos6,5– Bastante esforçado, tentou ajudar na parte ofensiva e fez o que estava ao seu alcance no setor defensivo.

Thiago Santos6,0-Embora sobrecarregado, cumpriu a sua parte até ser substituído aos 16 minutos do segundo tempo, dando sua vaga para Keno-6,0. O atacante não brilhou, mas ao menos se esforçou bastante e fez o cruzamento para o nosso segundo gol.

Tchê Tchê5,0– Discreto e abaixo do que pode render.

Guerra7,0– Fez um gol e foi o melhor do time na partida, embora prejudicado pela má performance de seus colegas.

Dudu3,0– Sua pior partida na temporada, totalmente sumido e fraco tecnicamente. Saiu aos 25 minutos do segundo tempo substituído por Raphael Veiga-5,0, que foi razoável.

Róger Guedes4,0– Outro com desempenho pífio em campo.

Willian5,5– Não brilhava, mas não deveria ter saído no intervalo, e sim Róger Guedes. Ele deu sua vaga a Borja-4,0, que afora perder um gol feito, não fez nada de muito produtivo.