Palmeiras perde para o Fluminense em Presidente Prudente

Para infelicidade de todos os torcedores do Palmeiras, o seu time atual confirmou que a lógica costuma prevalecer no futebol. Jogando na tarde deste domingo (11) no insuportável calor de Presidente Prudente, o Fluminense, virtual campeão do Brasileirão, venceu a partida por 3 a 2 e nos deixou muito próximos do rebaixamento para a série B. Triste e previsível.

Gilson Kleina veio com surpresas na escalação do seu time. Wesley entrou na lateral direita, Correa assumiu um posto no meio campo e Obina tomou a vaga de Luan no ataque, ao lado de Barcos. No início, a estratégia até que deu certo.

Logo aos 4 minutos, o hoje lateral Wesley cruzou bem, Obina cabeceou e a bola passou perto. Aos 12 minutos, Fred aparece pela primeira vez na partida, e exige grande defesa de Bruno ao cabecear com força. Barcos, bastante marcado, conseguiu um bom giro e por pouco não abre o marcador aos 18 minutos.

Aos 24 minutos, porém, as coisas começam a piorar para o Alviverde Imponente. Henrique sai contundido, após choque com o goleiro Bruno. Román entrou em seu lugar. O sol africano e a melhora na marcação do Fluminense fizeram com que o jogo ficasse mais à feição do virtual campeão do Brasileirão.

Barcos quase faz aos 25 minutos, ao finalizar de cabeça para fora boa cobrança de escanteio de Marcos Assunção. O atacante argentino estava livre. Era o tipo do gol que não poderia ter sido perdido. E como diz a máxima, quem não faz…

Aos 38 minutos, Fred manda uma bola na trave, para deixar a torcida palmeirense com o coração na boca. E aos 45 minutos, quando se imaginava que a partida iria para o intervalo em igualdade de condições, Wellington Nem chutou, Bruno rebateu e Fred, livre, abriu o marcador, complicando muito a vida do time de Gilson Kleina.

Para a etapa final, o Palmeiras voltou com Maikon Leite no lugar de Obina. Mas logo aos 2 minutos o Fluminense já cria uma boa chance, enquanto o time alviverde começa errando passes e não animando muito o pequeno público presente (menos de nove mil pagantes).

Aos 5 minutos, o Fluminense aproveita um contra-ataque e faz o segundo gol, com Rafael Sobis, que acabou sendo anulado pelo juiz. Aliás, a partir daí, o retrato do jogo se fixa: o mandante indo pra cima de forma estabanada, e o visitante esperando um contragolpe para matar o jogo. O horror para quem é torcedor do campeão do século XX.

Aos 8 minutos, porém, o desastre se confirmou, e de forma lamentável. Fred cruza, Maurício Ramos (de novo!) rebate de forma estabanada e Bruno nem vê por onde a bola entra. 2 a 0, e o jogo se torna uma espécie de velório ao vivo.

Sem dar bola para o nervosismo palmeirense, o Fluminense passou a criar chances e aos poucos dar a impressão de que poderia golear com facilidade seu adversário. Enquanto isso, Diego Cavalieri simplesmente não trabalhava, tal a incompetência do ataque do Verdão.

Novamente sem condições ideais de jogo e atuando de forma apagada, Marcos Assunção saiu aos 14 minutos, dando sua vaga a Luan. E a pressão alviverde continuou, sem exigir defesas de nosso antigo goleiro, atualmente de longe o melhor do Brasil.

Aos 15 minutos, no entanto, em um bate-rebate daqueles, Barcos (sempre ele) aproveita a chance e faz o primeiro gol do Palmeiras, diminuindo para 2 a 1. A torcida voltou a ter esperanças, apesar dos pesares, e que pesares. E o jogo tomou novos ares.

Aos 19 minutos, o milagre aparente: Patrick Vieira, de cabeça, empata a partida, após cobrança de falta. O time cresce, se entusiasma e vai pra cima. Maikon Leite, aos 20 minutos, exige a primeira grande defesa de Diego Cavalieri, que mandou a bola para escanteio.

Aos 30 minutos, Diego Cavalieri faz uma defesa espetacular em chute forte de Maurício Ramos. O jogo se tornou simplesmente espetacular, proibido para cardíacos. Para complicar, João Denoni machuca o ombro, mas tem de se manter em campo assim mesmo.

Aos 33 minutos, nova chance, com a bola batendo na rede pelo lado de fora do Fluminense, que no lance seguinte reclama de um pênalti discutível, que não é marcado. Aos 36 minutos, é a vez de Fred perder um gol feito, na cara de Bruno. Ele chutou para fora.

Correa sente contusão aos 38 minutos, e também atua em situação precária. Aí, a bruxa realmente entra em campo de vez, com a camisa do tricolor carioca. O que esperar de um time com dois jogadores sem condições ao mesmo tempo e sem substituições possíveis?

Aí, o milagre morreu. Jean, aos 43 minutos, recebe livre pela direita e cruza, encontrando Fred livre na área. E o artilheiro do campeonato, com 19 gols, não perdoou. 3 a 2 Fluminense campeão brasileiro, e Palmeiras praticamente rebaixado. Mas, ao menos, vendendo caro a derrota. Triste consolo, não é mesmo?