Palmeiras perde para LDU em Quito

Foi uma partida típica de Libertadores. Equipes aguerridas, poucos momentos de técnica, muitas faltas e arbitragem confusa. Além, é claro, de uma inusitada inundação de papéis que atrasou em 16 minutos o início da contenda. No fim das contas, vitória da LDU contra o Palmeiras por 3 a 2, em exibição não muito inspirada da equipe treinada por Vanderlei Luxemburgo. O time equatoriano começou bem, e criou algumas oportunidades de gol.

A partir dos 11 minutos, nosso desempenho melhorou, e três chances de gol foram criadas. Aos 23 minutos, no entanto, saiu o gol da LDU. Cruzamento na área encontrou Walter Calderon um pouco adiantado. O bandeirinha ignorou, e o atleta mandou de cabeça para os fundos da nossa rede. Nem deu para ficar muito nervoso, pois aos 28, Willians empatou, aproveitando rebote proporcionado pelo goleiro Cevallos após chute forte de Diego Souza.

No entanto, uma falha clamorosa de Marcos deu ao mesmo Calderón a chance de colocar a LDU de novo na frente. Lançamento despretensioso. Edmilson protegeu bem, mas o goleiro pentacampeão rebateu de forma grotesca. 2 a 1 LDU, aos 34 minutos da etapa inicial.

Na etapa final, o Verdão volta com Marquinhos no lugar do zagueiro Maurício Ramos, e começa bem. Com pouco mais de um minuto, Cleiton Xavier cobra com maestria falta pela direita e encontra Edmilson na área, que, de cabeça, empata novamente. Aos seis minutos, quase a virada, em cruzamento de Pablo Armero. No entanto, aos 11 minutos Marquinhos erra passe no meio e o contra-ataque gera uma falta discutível de Edmilson, na entrada da área. Manso, o melhor jogador em campo, cobra com maestria e põe de novo o atual campeão da Libertadores na frente do marcador, aos 12 minutos.

A partir daí, o que se viu foi um Palmeiras confuso e criando poucas oportunidades reais de gol, embora tenha tentado pressionar, e por sua vez a LDU aproveitando os espaços e quase ampliando o placar, com pelo menos uma defesa milagrosa de Marcos. Lenny (no lugar de Willians) e Evandro (no de Fabinho Capixaba) pouco fizeram, e nossa equipe ainda faz uma série de faltas mais violentas, com a condescendência da fraca arbitragem do colombiano Wilmar Roldán, que por sua vez também deixou de dar alguns cartões para os equatorianos.

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