Palmeiras perde para a Chapecoense na Allianz Parque

Dizem que desgraça pouca é bobagem. Parece que sim… Em uma partida na qual parecia um verdadeiro amontoado de jogadores sem o mínimo de organização, o Palmeiras conseguiu a façanha de perder na noite deste domingo (20) em plena Allianz Parque para o não mais do que esforçado time da Chapecoense, em partida válida pelo Brasileirão 2017. Tomara que seja este o fundo do poço, e que nada pior venha por aí…

Com dois jogadores mais criativo no meio-campo, Guerra e Moisés, era de se esperar que o Palmeiras mostrasse um desempenho melhor. No entanto, o que se viu foi a pasmaceira de sempre, com a equipe tendo posse de bola o tempo todo e não sabendo o que fazer com ela, errando passes e horrores do gênero.

Afora uma bola lançada pra Willian, que não conseguiu dominar direito e permitiu que o goleiro da Chapecoense desviasse para escanteio, e um chute forte de Edu Dracena de longa distância que Jandrei desviou para escanteio, o que se viu foi um time apático, sem vida, sem vibração.

Mesmo com uma atuação burocrática e sem grande criação, o time visitante se mostrou mais eficiente em sua estratégia. Quase marcou aos 22 minutos, quando Caique ficou livre na grande área, mas Fernando Prass conseguiu fazer a defesa. E aos 38 minutos, mais uma falha alviverde em bola parada: o zagueiro Fabricio Bruno recebeu passe em cobrança de falta e fez o gol, livre e solto.

Nem é preciso dizer que a partir daí, o que estava ruim ficou ainda pior, com o time simplesmente perdido em campo. E no finalzinho, o atacante Penilla recebe outra bola perigosa, mas arremata mal e facilita a vida de Prass.

Com Keno e Tchê Tchê nas vagas de Róger Guedes e Thiago Santos, o Palmeiras voltou um pouco melhor, mas não o suficiente para entusiasmar seu torcedor. Contou com a covardia do adversário, que se postou de forma total no seu campo defensivo, mas nem assim se mostrou competente para criar muita coisa. E quando o fez, em duas ou três oportunidades, o goleiro Jandrei se incumbiu de manter sua meta intransponível.

Aí, aos 49 minutos, depois de aguentar um time inoperante e muita, mas muita cera por parte do adversário, o horror final: Tulio de Melo marca o segundo tento do time catarinense, que voltou do Japão após uma excursão no exterior e se mostrou menos cansado do que o seu adversário, que ficou em São Paulo e teoricamente treinou para mostrar esse futebolzinho…. O horror, o horror.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass5,0– Fez o que esteve a seu alcance, e não teve culpa nos gols.

Jean3,0– Fraquíssimo no apoio e na defesa.

Edu Dracena5,5– O jogador mais lúcido do time.

Luan2,0– Muito mal.

Michel Bastos1,0– Inoperante.

Thiago Santos4,0– Sem função pelo fato de o adversário não atacar. Saiu no intervalo substituído por Tchê Tchê-1,0, que esbanjou indolência e falta de objetividade.

Moisés5,0– Lutou muito, mas está visivelmente fora de jogo, não poderia ter ficado a partida inteira em campo.

Guerra5,5– Lutou muito e apanhou o jogo inteiro, mas tecnicamente abaixo do que sabe.

Róger Guedes2,0-Fraquíssimo, com direito a erros de passe bisonhos. Saiu no intervalo dando sua vaga a Keno-5,5, que se não foi tão bem ao menos se esforçou e criou alguma coisa.

Deyverson2,0-Fraco demais.

William3,0– Totalmente fora de jogo. Saiu aos 24 minutos do segundo tempo substituído por Borja-2,0, que não viu a cor da bola, como o resto do time.