Palmeiras perde na inauguração da Allianz Parque

Por Fabian Chacur

O que pode ser pior do que um time limitado? Fácil: um time limitado pressionado de forma desnecessária. Graças à inauguração fora de hora do Allianz Parque, o Palmeiras entrou em campo mais pressionado do que conseguiria aguentar. O resultado não poderia ser outro, com a derrota frente ao Sport por 2 a 0 na noite desta quarta-feira (19). Parabéns, dirigentes alviverdes, que conseguiram complicar ainda mais a situação do Verdão no Brasileirão 2014. Triste…

Os primeiros minutos da partida seguiram um roteiro previsível, com o Palmeiras tentando girar a bola, sem qualidade, e dessa forma facilitando a forte marcação do Sport em seu campo defensivo. Dessa forma, não foi possível a criação de jogadas realmente agudas de gol, com chutes despretensiosos de Marcelo Oliveira aos 4 e 11 minutos e de Wesley aos 19 minutos.

Por sua vez, o Sport mostrava incompetência na hora de armar contra-ataques, tanto que seu primeiro arremate a gol ocorreu aos 21 minutos, com Diego Souza exigindo fácil defesa por parte de Fernando Prass. A melhor oportunidade do Verdão ocorreu logo a seguir, aos 22 minutos, quando Juninho cruzou de forma açucarada, mas Felipe Menezes cabeceou para fora.

Aos 25 minutos, o time pernambucano conseguiu seu lance mais perigoso na etapa inicial, quando Danilo cabeceou e Prass defendeu com segurança. Aos 31 minutos, Felipe Menezes mais uma vez arrematou para fora. Daí em diante, o que se viu foi muito toque de bola, muitos passes errados e rigorosamente mais nenhuma oportunidade de gol, ruim ou boa. Um horror.

Sem alterações na escalação, o Verdão voltou da mesma forma para a etapa final, e o Sport ficou na sua, marcando muito e especulando um contra-ataque para liquidar a fatura. A entrada de Allione na vaga do medonho Felipe Menezes aos 12 minutos nada alterou, e aos 21 minutos Danilo só não abriu o marcador porque, ao receber a bola livre na área, não soube dominar. Medo, muito medo.

Aos 32 minutos, a crônica da desgraça anunciada começou a se materializar. Ananias, que jogou no Palmeiras em 2013, entrou e em um de seus primeiros lances em campo abriu o marcador da partida, após cruzamento que o encontrou livre e cercado de marcadores que, na verdade, só estavam marcando bobeira em plena área alviverde. De dar dó.

A partir daí, o que se viu foi um catado tentando empatar a partida sem conseguir dar um único chute decente a gol. Como não há situação ruim que não possa ficar pior, aos 44 minutos Patric recebe livre, faz um salseiro na atabalhoada defesa do Palmeiras e, tal como na partida realizada no primeiro turno, fez um golaço. O placar só não foi maior porque Ananias perdeu gol feito logo a seguir, com Fernando Prass defendendo.

Resumo da ópera: uma partida que poderia ter sido ganha se fosse no Pacaembu, ao inaugurar a Allianz Parque acabou gerando uma derrota que deixa a equipe alviverde novamente na porta do rebaixamento, precisando ganhar pontos fora de casa contra Coritiba e Internacional como forma de não entrar em campo novamente na sua nova Arena em clima de desespero em sua última partida, contra o Atlético-PR. Comecemos a rezar.

As notas dos jogadores do Palmeiras:

Fernando Prass6,0– Não teve culpa nos gols.

João Pedro4,5-O nervosismo pesou no garoto, que errou muitos passes e nada conseguiu em termos de apoio ao ataque.

Tobio4,5– Sucumbiu perante a fraqueza de marcação do meio-campo alviverde

Nathan4,0– Bem abaixo do que pode render.

Juninho2,0– Péssimo na marcação e no apoio ao ataque. Saiu aos 27 minutos do segundo tempo substituído por Pablo Mouche-3,0-, que não disse a que veio.

Marcelo Oliveira4,5– Muita garra, muitas faltas, muitos passes errados e de quebra ficará de fora da próxima partida graças ao terceiro amarelo que tomou.

Victor Luis4,0– Não é jogador de meio-campo. Simples assim.

Wesley3,0– A relação custo-benefício desse jogador piora a cada partida. Saiu aos 36 minutos do segundo tempo substituído por Mazinho-sem nota, que não foi visto em campo.

Felipe Menezes2,0– Como alguém que foi reserva desse mesmo Sport pode ser colocado em campo com a missão de armar o time? Não podia dar certo. Saiu aos 12 minutos do segundo tempo substituído por Allione-4,5-, que esteve melhor, mas também pouco inspirado.

Diogo4,0– Muito esforçado, o que é pouco para um atacante.

Henrique4,5– Correu muito, mas a bola não chega nunca para ele. Vai fazer o que, milagre?