Palmeiras perde feio e cai para o G5

Se alguém de outro planeta visse a partida de hoje no Maracanã, tivesse as informações sobre a situação de cada clube no campeonato, mas não soubesse a cor da camisa de cada um, certamente pensaria que o Palmeiras era o tricolor, e o Fluminense, o time de verde. Com uma atuação imperdoável para quem se diz candidato ao título, os comandados de Vanderlei Luxemburgo tomaram de 3 a 0 dos cariocas, treinados por Renê Simões, o irmão gêmeo de Grouxo Marx. Um vexame de irritar até monge budista.

Desde o apito inicial de Sérgio Carvalho, dava para perceber que teríamos uma partida com muita marcação por parte do Fluminense. Também deu para notar que o meio-campo alviverde não demonstrava nenhuma eficiência no intuito de criar jogadas, o que gerou aquele toque de bola irritante que leva do nada ao lugar algum. Aos 14 minutos, Carlinhos cobra falta despretensiosamente, Marcos aceita e o placar sai do zero, com Washington hipoteticamente atrapalhando nosso goleiro.

Mantendo-se apático, o alviverde deu ao Flu as armas para ampliar o marcador. E isso ocorreu de forma patética, aos 37 minutos: Everton Santos cruza a bola na área, Martinez faz um desvio afobado e a bola bate em Maurício, indo para o fundo do nosso gol. O zagueiro-líbero saiu em seguida, para a entrada de Denílson, que ainda teve tempo de ver o terceiro gol do adversário, em belo contra-ataque que terminou com chute certeiro do lateral Júnior César, aos 42 minutos. Três a zero, e ainda estávamos na etapa inicial.

Para a parte final da partida, Luxa 570 colocou Fabinho Capixaba no lugar de Jumar, e aos 17 minutos, Maicosuel no lugar de Alex Mineiro. Nada adiantou. O time continuou horrível, e o Fluminense, com o placar elástico a seu favor, apenas cozinhou o galo. Kleber teve boa chance aos 15 minutos, perdendo gol feito, Pierre chutou fraco de longe aos 27 minutos, e foi só. De resto, uma derrota que não poderia ter vindo em pior momento da competição, quando cada ponto perdido pode significar a diferença entre o título e a classificação para a tão “cobiçada” Copa Sul-americana.