Palmeiras perde e vai para a UTI no Paulistão

Parecia filme ruim repetido. De novo em casa. De novo uma equipe do ABC paulista como adversário. De novo nossa equipe desorganizada, nervosa e tentando tudo na base do abafa. Felizmente, ao menos o placar foi menos vexatório: 3 a 1 para o Santo André, no Palestra Itália, na fria e triste noite desta quarta-feira.

Provando que a solução para os problemas do Palmeiras não é tão simples, do tipo “troca o técnico que tudo ficará lindo”, o onze alviverde entrou em campo tentando impor o fator casa. Mas trombou em um rival bem organizado e sem medo de ser feliz.

Logo aos 9 minutos, Nunes, aquele mesmo que fez a festa contra nós no fatídico Brasileirão 2009, abriu o marcador, em boa jogada do ataque do time andreense.

A esforçada equipe palmeirense até que tentou reverter o placar, mas faltava capacidade técnica e organização.

Os espaços para contraataques eram enormes, e aos 31minutos, Rodriguinho fez o segundo, aproveitando falha de Marcos. E desgraça pouca é bobagem: Cleiton Xavier sentiu contusão e teve de sair, substituído pelo esforçado Marquinhos.

Aos 44 minutos, Robert descontou e deu esperanças de que o segundo tempo poderia ser menos dolorido. Como diria o saudoso Raul Seixas, foi o chamado ouro de tolo.

Até que Pierre e seus colegas foram para cima e criaram algumas chances nítidas de gol nos primeiros 15 minutos do tempo final de jogo, mas a bola insistiu em não entrar, ou por incompetência de nossos atletas, ou por boas defesas do goleiro Julio César.

E aos 18 minutos, o golpe de misericórdia. Em rápida investida, o ataque do Santo André concatenou bela jogada, completada com muita categoria por Rodriguinho.

A partir daí, tivemos o vice-líder do campeonato fazendo o tempo passar, enquanto nossos atletas tentavam alguma coisa de forma estabanada. As entradas de Ivo e Deyvid Sacconi não resolveram muita coisa, apesar da boa vontade de ambos.

Aos 33 minutos, o sumidíssimo Diego Souza tomou o segundo amarelo e foi para o chuveiro mais cedo. De quebra, Marquinhos se contundiu e não teve como ser substituído, pois Antonio Carlos já havia usado as três alterações a que tinha direito.

Resultado: os últimos 15 minutos de partida foram um verdadeiro velório, com o Santo André fazendo o tempo passar e o Palmeiras pouco ou quase nada tentando, com os atletas insistindo em passar as bolas para Marquinhos, que pulava feito saci.

No final, algumas certezas. O Paulistão, fora algum milagre que não acontecerá, vira agora pré-temporada de luxo para o Alviverde Imponente. Muricy Ramalho não era o culpado por todos os nossos problemas, o que qualquer pessoa de bom senso já sabia.

E o mais importante: o Palmeiras ainda não entrou em 2010, e continua sendo vítima dos erros que nos levaram a perder o Brasileiro mais fácil de todos os tempos em 2009.

Soluções para essa crise infindável? Com a palavra, a diretoria de futebol da Sociedade Esportiva Palmeiras, que é quem tem o poder de tomar decisões. A nós, só resta torcer. E não adianta querer mandar o Antonio Carlos embora e contratar o Sérgio Soares, viu, Cipullo?


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